Após pressão por mudança, Museu do Louvre anuncia novo diretor
A mudança no comando ocorre após uma série de crises na gestão de Laurence des Cars, marcada por falhas na segurança e fraudes milionárias no museu

Um anúncio oficial feito nesta quarta-feira, 25, apresentou o novo diretor do Museu do Louvre. A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, confirmou a nomeação do historiador de arte Christophe Leribault para o cargo.
A mudança na cúpula da instituição é a consequência mais recente de uma sequência de crises severas que vêm abalando o museu parisiense.

Gestão anterior
Na terça-feira, 24, Laurence des Cars deixou o cargo de diretora, abrindo espaço para a chegada de Leribault. A gestão de Cars foi marcada pela exposição de diversas vulnerabilidades críticas na infraestrutura do Louvre. O estopim ocorreu em outubro de 2025, quando um roubo de joias da Coroa francesa revelou falhas graves nos protocolos de segurança, acontecendo em plena luz do dia.
Além da criminalidade, o museu enfrentou problemas estruturais crônicos. Infiltrações de água no antigo palácio danificaram peças raras do acervo, evidenciando o desgaste de diversas áreas de exposição. Somado a isso, o clima interno deteriorou-se com greves e manifestações de funcionários, que protestaram contra a superlotação constante e a falta de pessoal para atender à alta demanda do público global.
Escândalos financeiros
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, o cenário ficou ainda mais complexo na semana passada, com a descoberta de um esquema de fraude na venda de ingressos que teria operado por quase uma década.
Estima-se que o prejuízo para os cofres da instituição chegue a US$ 12 milhões. O escândalo coincidiu também com o recente aumento no preço das entradas para estrangeiros, gerando críticas sobre a administração financeira da entidade.
É diante dessa pressão por mudanças profundas que Leribault assume o comando. O historiador traz no currículo a experiência de ter gerido o Palácio de Versalhes, outro patrimônio histórico de grande porte, onde administrou um orçamento anual de aproximadamente US$ 200 milhões.
Agora, sua missão principal será restaurar a imagem e a integridade física de um dos museus mais importantes do mundo.
*Sob supervisão de Éric Moreira