Americano é condenado após forjar a própria morte para fugir com mulher que conheceu pela internet
Casado e pai de três filhos, homem de 45 anos de idade forjou a própria morte para fugir com mulher que conheceu pela internet

Um homem de 45 anos de idade, residente em Wisconsin, foi sentenciado a 89 dias de prisão após forjar sua própria morte no ano passado e fugir do país para se encontrar com uma mulher que conheceu pela internet. Ryan Borgwardt, pai de três filhos, induziu as autoridades a acreditarem que havia se afogado enquanto praticava caiaque no Green Lake em 11 de agosto de 2024.
A sentença foi proferida pelo juiz Mark T. Slate, do tribunal de circuito do Condado de Green Lake, logo após Borgwardt se declarar não contestante a uma acusação de contravenção relacionada ao caso. O juiz explicou que os 89 dias da pena correspondem ao período em que o americano foi considerado desaparecido, entre 12 de agosto e 8 de novembro de 2024, quando as investigações revelaram que ele estava vivo e em contato por e-mail enquanto estava fora do país.
Inicialmente, Borgwardt poderia ter enfrentado uma pena de até nove meses de reclusão. Embora tenha negociado um acordo com os promotores para cumprir 45 dias, o juiz Slate rejeitou essa proposta e decidiu pela pena mais severa.
Além da pena de prisão, o réu também teve que pagar uma restituição de US$ 30.000 pelos custos da operação de busca por seu corpo no lago, que durou 58 dias e incluiu o uso de barcos equipados com sonares e equipes de mergulho. Durante a audiência, o homem expressou seu arrependimento pelas ações que levaram a essa situação. “Lamento profundamente pelas ações que cometi naquela noite e toda a dor que causei à minha família e amigos“, afirmou, segundo o New York Times.
Um plano detalhado
A promotora Gerise LaSpisa informou ao tribunal que Borgwardt havia elaborado um plano detalhado para simular sua morte como forma de escapar das responsabilidades familiares. Ele transferiu dinheiro para contas no exterior e manteve contato frequente com a mulher, manifestando seus sentimentos por ela e seu desejo de construir uma nova vida juntos. Além disso, também reverteu uma vasectomia e buscou maneiras eficazes para desaparecer.
No dia em que encenou sua morte, Borgwardt virou seu caiaque no lago e descartou itens pessoais na água, como seu celular e documentos. Após isso, ele pedalou até Madison e pegou ônibus até Toronto. Depois viajou para Paris e seguiu para a Geórgia, onde estabeleceu uma nova vida.
As autoridades passaram semanas procurando por seu corpo antes que uma análise forense digital em um laptop entregue por sua esposa revelasse transferências financeiras para contas estrangeiras e comunicações com a mulher mencionada. Com base nas informações encontradas no dispositivo eletrônico, os investigadores conseguiram localizá-la e estabelecer contato com Borgwardt.
Após convencê-lo a retornar a Wisconsin, ele foi acusado em dezembro por obstrução da justiça. A promotora LaSpisa destacou que independentemente do resultado do processo criminal, “a destruição causada à sua família nunca poderá ser desfeita”.