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Adriane Galisteu revela última conversa com Ayrton Senna

Adriane Galisteu relembra sua última conversa com Ayrton Senna em documentário emocionante; saiba como foi o momento antes da tragédia

Adriane Galisteu e Ayrton Senna - Getty Images

Em um recente documentário intitulado “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, a apresentadora Adriane Galisteu, aos 52 anos, compartilhou detalhes sobre sua última conversa com o ícone da Fórmula 1, Ayrton Senna, ocorrida poucos minutos antes de sua trágica morte em maio de 1994. O episódio se destaca por ser a única vez que Senna fez uma ligação telefônica antes de uma corrida, algo que era considerado incomum para o piloto, conhecido por sua reserva e concentração pré-competição.

Galisteu recordou como foi surpreendente receber uma chamada dele naquele momento. “Isso era impossível. Ele costumava ficar em silêncio por 24 horas. Imagine se ele iria querer conversar tão pouco tempo antes de uma prova, mesmo que fosse com a mãe dele”, relatou.

No diálogo, Senna expressou alívio ao ouvir a voz de Galisteu, dizendo: “Como é bom escutar a sua voz”. A apresentadora então perguntou sobre a situação na Itália, onde o clima já estava tenso devido aos eventos trágicos da semana.

“Está tudo uma merda! Uma merda, uma merda”, foi a resposta direta de Senna, revelando seu descontentamento. Ao questioná-lo sobre o acidente do piloto Rubens Barrichello, que havia ocorrido dias antes em Ímola, Galisteu percebeu que a preocupação do piloto era maior do que aparentava.

Senna afirmou: “Não, foi um austríaco. Um menino. Bateu e morreu. Eu vi”. Ele se referia à morte de Roland Ratzenberger, que tragicamente faleceu após um acidente durante os treinos classificatórios do Grande Prêmio de San Marino. Segundo o UOL, o austríaco colidiu a mais de 300 km/h devido a danos no carro e não sobreviveu aos ferimentos.

Preocupação

A apresentadora também compartilhou suas preocupações em relação à corrida, expressando seu desejo para que Senna não participasse daquela competição. Essa conversa gerou uma discussão entre o casal, já que o piloto estava visivelmente irritado com os acontecimentos recentes. “Ele ficou bravo comigo no telefone porque ele já estava irritado com tudo o que estava acontecendo. Ele não gostou de me ouvir dizendo que não era para ele correr”, relembrou Galisteu.

Segundo ela, aquele fim de semana era peculiar e sombrio para o mundo da Fórmula 1: “Foi cruel em todos os sentidos. Ele queria e precisava correr para pontuar no campeonato daquele ano”, destacou.

O documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu” está disponível na HBO desde a quinta-feira, 6, e oferece um olhar íntimo sobre a vida do piloto brasileiro tricampeão mundial de Fórmula 1, através dos olhos da apresentadora e também de amigos e ex-funcionários de Senna.