Megan Leavey: Veja 5 curiosidades sobre a verdadeira história do filme
Drama de guerra lançado em 2017, 'Megan Leavey' se baseia na história real entre uma fuzileira naval e seu companheiro de guerra canino, Rex

Nesta quarta-feira, 20, será exibido na Sessão da Tarde, na TV Globo, o emocionante drama de guerra ‘Megan Leavey‘, que gira em torno da história real da fuzileira naval que dá nome ao longa e seu fiel parceiro canino, Rex, que esteve ao seu lado durante os mais terríveis momentos da Guerra do Iraque.
Dirigido por Gabriela Cowperthwaite, o filme foi lançado em 2017, e conta com Kate Mara em destaque no elenco, como Megan Leavey, além de Ramón Rodríguez, Tom Felton, Bradley Whitford, Will Patton, Sam Keeley, Miguel Gomez, Parker Sawyers e Edith Falco.
“A agente da marinha americana Megan Leavey é uma especialista em treinamento de cães para detectar bombas. Ela é enviada ao Iraque, onde forma uma boa parceria com o cão Rex. Mas Megan é ferida e afastada do campo de batalha. Enquanto isso, o cão permanece em atividade, e ela espera a aposentadoria do animal para poder adotá-lo. Antes desse prazo, no entanto, a ex-agente descobre que o cachorro sofrerá uma eutanásia e luta para reverter essa decisão”, descreve a sinopse.
Antes de assistir ao filme, confira a seguir 5 curiosidades sobre a verdadeira história de Megan Leavey e seu grande companheiro canino, Rex:
1. Alistamento
No filme, Megan Leavey decide entrar para o Corpo de Fuzileiros Navais após perder o emprego e enfrentar a morte de sua melhor amiga por overdose. Então, decidida a escapar da vida em casa, toma a decisão de se alistar, o que logo de cara não agrada aos pais, que tentam convencê-la a desistir, sem sucesso.
No entanto, sua motivação real foi diferente: segundo a Collider, ela se alistou após os atentados de 11 de setembro de 2001. “Eu simplesmente não conseguia ficar de braços cruzados como espectadora assistindo à luta pela liberdade se desenrolar na televisão, e se vou me juntar ao serviço, vou almejar o mais alto e o melhor: o Corpo de Fuzileiros Navais”, disse Leavey.
2. Início da parceria
Em ‘Megan Leavey’, Megan acaba conhecendo o pastor alemão Rex quase por acaso. Tudo começou quando ela recebeu uma punição devido a problemas no acampamento das forças armadas, e foi enviada para limpar as jaulas dos cães farejadores K-9, onde conheceu Rex pela primeira vez, inicialmente bastante agressivo. Depois, ela consegue uma transferência para sua equipe com o chefe da unidade K-9, e ela é designada justamente para Rex.
Em vez disso, na realidade, Leavey já era parte da Polícia Militar quando se candidatou à unidade K-9, e imediatamente se tornou parceira de Rex. Embora o filme retrate o cachorro como agressivo, colegas militares garantem que ele era um dos melhores cães do grupo — e a retratação negativa no filme, em prol da narrativa, acabou levantando até mesmo algumas críticas.

3. Missões no Iraque
Ao todo, Leavey e Rex completaram mais de 100 operações juntos, em duas missões separadas, na Guerra do Iraque: uma em Fallujah, em 2005, e outra em Ramadi, em 2006. E foi em Ramadi, no dia 4 de setembro, que a dupla precisou ser separada pela primeira vez desde que se conheceram, depois de serem atingidos por uma explosão.
Enquanto patrulhavam um entorno, Leavey e Rex foram surpreendidos por uma bomba artesanal, que os arremessou para longe. O cachorro teve o ombro ferido e sofreu sequelas neurológicas, enquanto Megan sofreu concussão, perda auditiva e problemas com estresse pós-traumático após a guerra. Então, os dois companheiros acabaram sendo separados e dispensados do serviço.
4. Batalha de adoção
Logo após ser dispensada do serviço militar, Megan Leavey tentou adotar Rex imediatamente; porém, o pedido foi negado porque ele ainda era considerado apto a servir, além de também alegarem que ele era muito agressivo, podendo atacar civis na rua.
Sem poder fazer nada, Megan retornou à sua terra natal, Rockland, em Nova York, mas nunca desistiu de buscar notícias sobre Rex. Mas após quatro anos a saúde do cão começou a se deterioras, e ele deixou de ser útil ao serviço militar, de forma que ele passou pelo risco de sofrer eutanásia. No entanto, a veterana não desistiu do companheiro, e iniciou uma longa campanha, apoiada por veteranos e políticos, para conseguir levá-lo para casa.

5. Reencontro
Finalmente, após anos de luta, Leavey conseguiu adotar Rex em 2012. O reencontro foi marcado por uma cerimônia oficial no Acampamento Pendleton, e também marcou o fim dos dez anos de serviço de Rex.
Infelizmente, os dois não puderam passar tanto tempo juntos: o pastor alemão faleceu apenas oito meses depois, já com seus 11 anos de idade — mas, nas palavras de Leavey, aqueles meses que passaram juntos foram essenciais para sua recuperação emocional após a guerra, e certamente também foram muito proveitosos para Rex, vivendo em um lar tranquilo e recebendo muito amor.