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Relembre a descoberta de um rosto em pedra no Cazaquistão

Artefato com rosto foi descoberto próximo a um antigo complexo funerário da Idade do Bronze e pode estar ligado a rituais religiosos

Rosto pedra Cazaquistão capa
Rosto em pedra encontrado no Cazaquistão em 2024 - Margulan Institute of Archaeology via Facebook

Em julho de 2024, arqueólogos descobriram uma misteriosa escultura de pedra representando um rosto humano durante escavações na região de Abai, no leste do Cazaquistão. O artefato foi encontrado próximo a um complexo funerário associado à Idade do Bronze e está sendo tratado por especialistas como uma descoberta importante para o estudo das antigas culturas nômades das estepes euroasiáticas.

A peça foi identificada durante uma investigação conduzida por pesquisadores da Universidade Nacional de Al-Farabi. Segundo os arqueólogos, a escultura apresenta traços humanos bastante simplificados, mas claramente reconhecíveis, incluindo olhos, nariz e contornos faciais esculpidos diretamente na pedra. O objeto foi localizado ao lado de estruturas funerárias conhecidas como kurgans, túmulos típicos de povos antigos da região.

Rosto em Pedra

Especialistas acreditam que o artefato possa ter servido como marcador funerário, objeto ritualístico ou representação simbólica de ancestrais importantes. Descobertas semelhantes já foram registradas em partes da Mongólia, da Rússia e de outras áreas das estepes da Ásia Central, embora exemplares preservados sejam relativamente raros.

De acordo com os pesquisadores, o sítio arqueológico pertence à cultura Begazy-Dandybay, civilização da Idade do Bronze que habitou o atual território do Cazaquistão entre aproximadamente os séculos XII e VIII a.C. Esse povo é conhecido por construir monumentos funerários sofisticados e possuir tradições cerimoniais complexas.

Os arqueólogos destacaram que a descoberta ajuda a ampliar o entendimento sobre as crenças espirituais dessas sociedades antigas. A representação humana em esculturas de pedra pode indicar práticas relacionadas ao culto dos mortos, liderança tribal ou proteção espiritual das sepulturas.

Além da escultura, a equipe encontrou fragmentos de cerâmica, ferramentas e outros elementos associados às práticas funerárias da época. Os materiais passarão agora por análises laboratoriais e processos de conservação para determinar idade exata, composição mineral e possíveis técnicas utilizadas na produção da peça.

Segundo os pesquisadores, a escultura também chama atenção pelo nível de preservação. Apesar de séculos de exposição ao clima extremo das estepes, os traços principais do rosto permanecem visíveis, permitindo estudos mais detalhados sobre a iconografia da região.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.