Arqueólogo encontra estátua de 1.600 anos de espírito guardião romano
Escultura quase intacta representava espírito guardião romano para casas e famílias da Grã Bretanha; confira a descoberta!

No dia 16 de junho, o arqueólogo Dr. Andrew Birley, pertencente à uma família de arqueólogos e entusiastas, descobriu uma escultura de 1.600 anos de um espírito guardião romano. O objeto pode detalhar melhor a vida religiosa na antiga Grã-bretanha romana.
Escondida dentro do piso de um forte militar, a estatueta só foi descoberta após quase um século de escavações na região. Conhecido como forte da Vindolanda, o sítio arqueológico oferece um ponto de vista único sobre a vida romana depois do Canal da Mancha.
Porém, a descoberta só foi possível pelo olhar atento do professor, que, ao perceber o rochedo de formato curioso, foi analisá-lo. Ao virar percebeu um rosto humano na rocha junto com braços fortes segurando uma cornucópia, símbolo da época de fartura, riqueza e abundância.
O espírito guardião romano
Conforme a Archaeology Magazine, a figura é um Gênio romano, um tipo de espírito guardião na religião romana que, em troca de algumas oferendas, cuidava de lugares, famílias, comunidades e etc.
De acordo com os pesquisadores, o item provavelmente fazia parte de um santuário doméstico, mas foi escondido sob o piso por algum motivo misterioso. Porém, foi justamente por ter sido escondido, que os detalhes finos da estatueta sobreviveram por mais de 16 séculos.
Provavelmente o símbolo religioso foi feito por pedreiros locais ou de oficinas próximas, dado a natureza do item. Fato é que o item demarca uma continuidade nas descobertas desse sítio arqueológico.
Isso porque, há quase 100 anos, o sítio é liderado pelos Birley. O professor Eric Birley começou as escavações por lá na década de 1930. Já Robin Birley, seu filho, passou décadas ampliando o conhecimento do forte romano através de grandes projetos arqueológicos. Finalmente, Andrew Birley, neto de Eric, representa a 3° geração do elo familiar a fazer descobertas no sítio.
Surpreendentemente, o solo úmido de Vindolanda preservou milhares de objetos, incluindo tábuas de madeira para escrever, sapatos, couro, roupas, ferramentas, armas e itens domésticos do dia a dia. Assim, o espírito guardião romano adiciona mais um vestígio sobre o cotidiano da vida na região.
De qualquer forma, o item arqueológico vai passar pelo devido tratamento, de modo que, quando estiver pronto, será alocado no Museu de Vindolanda, podendo ser contemplado pelos humanos após mais de 1.600 anos escondido sob o chão da Grã-Bretanha.
*Sob supervisão de Éric Moreira