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Morte de ex-ministra britânica é investigada como terrorismo

Polícia antiterrorismo assumiu investigação sobre assassinato de Ann Widdecombe após surgimento de novas evidências no caso; entenda!

Ann Widdecombe / Crédito: Getty Images

A polícia antiterrorismo do Reino Unido assumiu a liderança da investigação sobre a morte da ex-ministra britânica Ann Widdecombe após o surgimento de novas evidências que levaram as autoridades a considerar a possibilidade de motivação terrorista para o crime.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 13, pela ministra do Interior, Shabana Mahmood. Em publicação na rede social X, ela informou que a investigação passou a ser conduzida pela unidade especializada, embora as autoridades ainda apurem as circunstâncias do caso.

“Após novas informações e evidências, eles [agentes antiterrorismo] estão agora liderando a investigação sobre o horrível assassinato de Ann Widdecombe”, escreveu Mahmood. “A polícia está seguindo múltiplas linhas de investigação para estabelecer a motivação deste ataque.”

Morte de Ann Widdecombe

Ann Widdecombe, de 78 anos, foi encontrada morta na última quinta-feira, 9, em sua residência, localizada na zona rural do sudoeste da Inglaterra. Segundo a polícia, ela apresentava “lesões graves“.

No sábado, 11, investigadores prenderam um homem em Rotherham, no norte da Inglaterra, sob suspeita de assassinato. Na ocasião, a polícia afirmou que não havia indícios de ligação entre o crime e terrorismo. Com a análise de novas informações, no entanto, a investigação foi redirecionada para a unidade antiterrorismo.

A morte reacendeu o debate sobre a segurança de representantes políticos no Reino Unido. Nos últimos anos, dois parlamentares em exercício foram assassinados em ataques de grande repercussão.

Em 2016, a deputada trabalhista Jo Cox foi baleada e esfaqueada durante a campanha do referendo do Brexit por um agressor descrito como obcecado pelo nazismo. Já em 2021, o deputado conservador David Amess morreu após ser esfaqueado por um homem inspirado pelo grupo Estado Islâmico.

Figura conhecida da política britânica, Widdecombe iniciou sua trajetória no Partido Conservador, pelo qual atuou como subsecretária durante o governo do então primeiro-ministro John Major, entre 1992 e 1997.

Após deixar o Parlamento, em 2010, rompeu com os conservadores e passou a integrar o Reform UK, legenda populista liderada por Nigel Farage. No partido, exerceu a função de porta-voz para temas ligados à imigração e à Justiça, segundo a Folha de S. Paulo.

Após a confirmação de sua morte, lideranças de diferentes correntes políticas prestaram homenagens à ex-ministra.

Além de sua atuação política, Widdecombe era conhecida por suas posições conservadoras em temas sociais. Ela converteu-se ao catolicismo em protesto contra a decisão da Igreja Anglicana de ordenar mulheres como sacerdotisas. Também defendia posições contrárias ao aborto e à equiparação da idade de consentimento para relações homossexuais e heterossexuais.

Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.