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Copa 2026 faz história: quartas de final não terão Brasil, Alemanha ou Itália

Trio detém 13 títulos mundiais, mas fracassos precoces deixam as oito melhores posições sem representantes dos maiores campeões pela primeira vez

Neymar lamenta a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Pela primeira vez, Brasil, Alemanha e Itália ficaram fora das quartas de final do torneio. Foto: Buda Mendes/Getty Images.

A Copa do Mundo de 2026 atingiu um marco histórico negativo para as seleções mais tradicionais do planeta. Pela primeira vez desde a criação do torneio, em 1930, o grupo das oito melhores seleções da competição não contará com a presença de Brasil, Alemanha ou Itália. 

O cenário inédito foi consolidado após a eliminação da seleção brasileira para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final, no último domingo do dia 5 de julho. Juntas, essas três equipes detêm 13 títulos mundiais em um total de 23 edições, mas viram sua hegemonia ruir diante de novos adversários e crises internas.

+++ Brasil x Noruega: o único rival que a seleção nunca venceu

Queda inédita de gigantes

A ausência brasileira no chamado “top 8” não acontecia desde 1990, quando a equipe foi superada pela Argentina ainda nas oitavas de final. O técnico Carlo Ancelotti, comandante da seleção, afirmou após o jogo que “não é o fim”, mas o início de um processo para 2030, apesar das duras críticas ao desempenho ofensivo da equipe. 

Durante a partida contra os noruegueses, o Brasil dominou a posse de bola, mas falhou em momentos cruciais, como no pênalti desperdiçado pelo meio-campista Bruno Guimarães ainda no primeiro tempo. O castigo veio na reta final, com dois gols do atacante Erling Haaland, principal estrela da equipe europeia.

Crise nas potências tradicionais

A Alemanha também se despediu cedo da competição, caindo para o Paraguai nos pênaltis ainda na fase de 32 seleções. O técnico Julian Nagelsmann demonstrou revolta com a anulação de um gol decisivo que poderia ter mudado o destino alemão no torneio. Já a Itália sequer viajou para a América do Norte, tendo sido eliminada na repescagem europeia pela Bósnia e Herzegovina, acumulando seu terceiro Mundial consecutivo fora da disputa principal.

Novo equilíbrio no gramado

Conforme reportado pelo veículo Folha de S.Paulo, a pior marca anterior do trio havia sido registrada no Catar, em 2022, quando o Brasil terminou em sétimo lugar e as outras duas seleções falharam em avançar. A edição de 2026 evidencia um aumento no equilíbrio técnico mundial, onde seleções como Marrocos e Noruega ocupam espaços antes reservados aos veteranos. 

O atacante Neymar, que marcou o único gol brasileiro na despedida, encerra este ciclo como alvo de críticas, enquanto a Confederação Brasileira de Futebol enfrenta pressões por uma reformulação institucional após o que muitos consideram a campanha mais frustrante da história recente.

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