Esqueleto que se acreditava ser de D’Artagnan pode não ser do militar francês
Esqueleto encontrado sob uma igreja na Holanda pode não ser do militar que inspirou 'Os Três Mosqueteiros'

A descoberta de um esqueleto em uma igreja holandesa chamou atenção da comunidade internacional no mês de março. O motivo? Os restos mortais haviam sido associados a Charles de Batz, mais conhecido como D’Artagnan, militar francês que inspirou o clássico “Os Três Mosqueteiros“. No entanto, a prefeitura da cidade de Maastricht, onde fica o templo, informou que as pesquisas realizadas até o momento não permitem concluir que a ossada pertença ao célebre espadachim.
Com base nos resultados das pesquisas atuais, não é possível afirmar que o esqueleto encontrado seja o de D’Artagnan. As características do esqueleto são consistentes com o que se sabe historicamente sobre D’Artagnan, mas não são específicas o suficiente para permitir uma identificação”, informou a prefeitura em comunicado.
De acordo com o portal O Globo, os restos mortais foram encontrados na nave de uma igreja cujas origens remontam, pelo menos, ao século 13. A descoberta ocorreu durante obras de reparo realizadas após parte do piso do templo ceder, no mês de fevereiro.
Falhas nas escavações
Entretanto, falhas cometidas durante as escavações comprometeram parte da investigação, aponta o veículo local L1. A prefeitura assumiu posteriormente o controle dos trabalhos por meio de uma “escavação de emergência”, mas reconheceu que informações arqueológicas importantes acabaram sendo perdidas.
Como nenhuma documentação arqueológica foi preparada de acordo com os padrões habituais antes da escavação de emergência, parte do contexto arqueológico foi perdida. A perda de informações limita as possibilidades de interpretar completamente a sepultura e o esqueleto”, acrescentou.
As autoridades afirmam que ainda serão necessários novos estudos para determinar se os ossos realmente pertencem a D’Artagnan.
Após ser retirado da igreja, o esqueleto foi encaminhado para um instituto arqueológico na cidade de Deventer, no leste dos Países Baixos. Em 13 de março, pesquisadores coletaram uma amostra de DNA, que foi enviada para análise em um laboratório localizado em Munique, na Alemanha.