Coelhos com ‘tentáculos’ voltam a ser vistos nos Estados Unidos
Novos relatos reacendem atenção para infecção viral que provoca crescimento de verrugas e deformações na cabeça dos animais

O aparecimento de coelhos com estruturas semelhantes a “tentáculos” brotando de suas cabeças voltou a chamar a atenção nos Estados Unidos. Após viralizarem nas redes sociais em 2025, novos relatos publicados neste mês reacenderam a curiosidade e as dúvidas sobre o fenômeno, que tem sido observado em diferentes estados do país.
As imagens dos animais ganharam notoriedade no ano passado, quando moradores registraram coelhos apresentando crescimentos incomuns na região da cabeça. Agora, novas publicações compartilhadas na plataforma Reddit indicam que casos semelhantes continuam sendo observados em localidades distintas, levantando novamente questionamentos sobre a origem dessas deformações.
Vírus é responsável pela aparência incomum
Segundo informações do O Globo, os primeiros registros amplamente divulgados ocorreram em agosto de 2025, na cidade de Fort Collins, no estado do Colorado. Na ocasião, o Departamento de Parques e Vida Selvagem do Colorado esclareceu que os animais não possuíam tentáculos reais, mas sim lesões provocadas por uma infecção viral.
Segundo as autoridades, os coelhos estavam infectados pelo vírus do papiloma da cauda de algodão (CRPV), também conhecido como vírus do papiloma de Shope.
Após contaminar o animal, o vírus provoca alterações na pele que podem evoluir para protuberâncias visíveis, especialmente na região da cabeça. Com o avanço da infecção, essas lesões podem adquirir uma aparência incomum, levando muitas pessoas a compará-las a chifres ou tentáculos.
Como a doença se espalha
De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades, a transmissão ocorre principalmente por meio de mosquitos e carrapatos.
Esses insetos podem picar um coelho infectado e, posteriormente, transmitir o vírus para outros animais durante novas picadas.
Entre os primeiros sinais da doença estão manchas avermelhadas e elevadas na pele. Com o tempo, essas alterações podem evoluir para verrugas que, em alguns casos, se transformam em papilomas queratinizados, um tipo de crescimento benigno da pele.
Embora muitas dessas lesões permaneçam sem maiores complicações, existe a possibilidade de evolução para um carcinoma espinocelular, uma forma grave de câncer de pele.
Novos relatos surgiram em estados diferentes
Em junho deste ano, pelo menos dois novos relatos envolvendo coelhos com aparência semelhante foram compartilhados por moradores.
Um dos avistamentos ocorreu no estado de Minnesota, enquanto outro foi registrado em Wisconsin. As publicações voltaram a gerar repercussão entre usuários das redes sociais, especialmente por causa da aparência incomum dos animais afetados pela infecção.
Apesar da repercussão, as autoridades de saúde dos Estados Unidos reforçam que não existem registros de transmissão do vírus para seres humanos.
A recomendação continua sendo evitar contato com animais infectados e manter distância caso um coelho apresente sinais da doença. Segundo as orientações divulgadas anteriormente, a melhor atitude é simplesmente deixar o animal seguir seu caminho sem interferência humana.
*Sob supervisão de Éric Moreira