Arqueólogos descobrem o maior balneário romano da história da Holanda
Estrutura de quase cinco mil metros quadrados revela o luxo e a importância estratégica da antiga cidade de Nijmegen durante o Império Romano

Neste dia 19 de junho de 2026, a cidade de Nijmegen consolidou sua posição como um dos pilares da história antiga nos Países Baixos. Durante escavações preventivas para a construção de um novo conjunto habitacional no distrito de Waalfront, pesquisadores encontraram as ruínas do maior complexo de banhos romanos já registrado na Holanda.
Conforme detalhado pela revista Archaeology News Online Magazine, a descoberta expõe uma estrutura monumental que ocupava pelo menos 4.900 metros quadrados, área que é mais do que o dobro do tamanho de outros balneários famosos encontrados anteriormente em cidades como Voorburg e Heerlen.
Gigantesca estrutura histórica
As ruínas faziam parte de Ulpia Noviomagus, uma próspera cidade situada às margens do rio Waal há quase dois mil anos. Conforme explica o arqueólogo e líder do projeto, Erik Verhelst, o tamanho do complexo é uma prova direta da relevância que a região possuía dentro do Império Romano.
A localidade recebeu direitos municipais por volta do ano 100 d.C. sob o comando do imperador Trajano, o que deu início a uma fase de grandes construções monumentais feitas de pedra para atender aos cidadãos.
Detalhes de puro luxo
O nível de sofisticação encontrado impressionou a equipe de especialistas, que identificou paredes revestidas de mármore e pisos pavimentados com calcário preto e branco. De acordo com os registros do Município de Nijmegen, os banhistas da época contavam com uma tecnologia avançada de aquecimento subterrâneo conhecida como hipocausto. Esse sistema fazia o ar quente circular por cavidades sob o chão e por trás das paredes, garantindo temperaturas agradáveis em salas de banho quente, morno e frio.

Tesouros sob o solo
Além da arquitetura, a escavação revelou dezenas de milhares de artefatos que ilustram a riqueza da elite local. Foram recuperadas joias com fechos de ouro, anéis de sinete e centenas de grampos de cabelo feitos de osso, alguns decorados com pequenas esculturas de gatos.

Um busto de bronze representando Baco, o deus do vinho, também foi encontrado no local. Para preservar esse patrimônio, os responsáveis pelo empreendimento residencial planejam manter as fundações romanas visíveis sob os novos prédios, permitindo que os futuros moradores convivam com o legado histórico da região.
*Sob supervisão de Giovanna Gomes