Notícias / Família Real Britânica

Príncipe Harry terá seguranças em visita ao Reino Unido

Segundo jornal britânico, príncipe teria recebido uma sinalização tranquilizadora sobre a proteção de sua família durante uma possível viagem ao país

Príncipe Harry segura Archie, o primogênito, e Meghan levanta Lilibet, a caçula da família - Divulgação

O rei Charles III teria dado a entender ao príncipe Harry que a segurança dele e de sua família ficaria sob sua responsabilidade durante uma eventual visita ao Reino Unido. A informação foi divulgada pelo tabloide britânico The Sune surge em meio às preocupações do duque de Sussex sobre a proteção de sua esposa e de seus filhos em território britânico.

De acordo com a publicação, a sinalização teria ajudado a aliviar os receios de Harry e Meghan Markle em relação a uma possível viagem ao país acompanhados dos filhos Archie e Lilibet.

Archie nasceu na Inglaterra e atualmente tem 7 anos. Já Lilibet, de 5 anos, nasceu nos Estados Unidos em 2021 e se tornou o membro da família real mais próximo da linha de sucessão a nascer em território norte-americano.

Apesar das informações divulgadas pela imprensa britânica, até o momento nem o Palácio de Buckingham nem a equipe do príncipe Harry confirmaram oficialmente qualquer acordo relacionado à segurança da família.

Possível reencontro familiar

Segundo informações divulgadas anteriormente pelo Telegraph, Harry e Meghan poderão viajar ao Reino Unido em meados de julho acompanhados dos dois filhos.

A expectativa é que a família participe de encontros com parentes e esteja presente nos eventos de contagem regressiva para os Jogos Invictus de Birmingham 2027.

Caso a visita se concretize, ela representaria uma rara oportunidade de reencontro entre os filhos de Harry e outros membros da família real britânica.

Disputa sobre segurança

A questão da segurança tem sido um dos principais obstáculos para as visitas do príncipe Harry ao Reino Unido desde que ele e Meghan decidiram abandonar suas funções oficiais na família real em 2020.

Após a saída do casal da linha de frente da monarquia, o Comitê Executivo para a Proteção da Realeza e das Figuras Públicas (RAVEC) retirou o esquema de proteção policial concedido anteriormente a Harry e Meghan, bem como a seus descendentes.

Desde então, o príncipe tenta reverter a decisão.

Segundo a reportagem, Harry chegou a se oferecer para custear o serviço por conta própria, mas o pedido foi rejeitado. O governo britânico argumentou que pessoas com elevado poder financeiro não deveriam poder contratar agentes treinados do Estado como guarda-costas particulares.

Derrotas nos tribunais

A posição das autoridades foi posteriormente respaldada pelo Supremo Tribunal, que concluiu que Harry não poderia continuar recebendo esse tipo de proteção.

O príncipe recorreu da decisão, mas voltou a ser derrotado. Três juízes do Tribunal de Recurso mantiveram o entendimento anterior.

Durante a análise do caso, o juiz Geoffrey Vos afirmou que os argumentos apresentados pela defesa de Harry eram fortes e emocionalmente impactantes, especialmente em relação às preocupações com a segurança do príncipe e de sua família.

Ainda assim, o magistrado concluiu que esses argumentos não eram suficientes para justificar uma mudança na decisão adotada pelas autoridades responsáveis.

Segundo o juiz, embora fosse evidente que o duque de Sussex se sentia injustiçado pelo sistema, esse sentimento não constituía um fundamento legal capaz de invalidar a decisão do RAVEC.

Vida nos Estados Unidos

Harry deixou oficialmente suas funções reais em 2020. Após uma breve passagem pelo Canadá, ele se estabeleceu na Califórnia ao lado de Meghan Markle e dos filhos Archie e Lilibet.

Desde então, a questão da segurança durante visitas ao Reino Unido permanece como um dos temas centrais na relação do príncipe com as instituições responsáveis pela proteção da família real britânica.


*Sob supervisão de Éric Moreira