Notícias / Donald Trump

Donald Trump desiste de assistir à estreia dos EUA na Copa do Mundo

Líder americano diz priorizar compromissos em Washington e quebra tradição de chefes de Estado em jogos de abertura do país-sede do Mundial

O presidente Donald Trump recebendo o Prêmio da Paz da FIFA de Gianni Infantino, presidente da FIFA, durante o sorteio oficial da Copa do Mundo da FIFA de 2026 no John F. Kennedy Center em 5 de dezembro de 2025 - Foto: Jia Haocheng - Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não comparecerá à partida de abertura da seleção norte-americana na Copa do Mundo de 2026, que acontece nesta sexta-feira, 12 de junho, em Los Angeles. 

A equipe enfrentará o Paraguai no estádio de Inglewood, mas o mandatário optou por permanecer na capital para cumprir agendas oficiais. A ausência foi confirmada por Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa responsável pela organização do torneio no país.

Agenda em Washington

A agenda de Trump está sobrecarregada com compromissos em Washington D.C.. No próximo domingo, data em que completa 80 anos, o presidente deve participar de eventos ligados ao UFC, uma organização de artes marciais mistas da qual é fã declarado, em um evento batizado de Freedom 250 na Casa Branca. 

Embora tenha manifestado interesse em assistir a outros jogos futuramente, sua falta no pontapé inicial quebra uma tradição de hospitalidade comum entre líderes de nações anfitriãs, como ocorreu com Dilma Rousseff no Brasil e Vladimir Putin na Rússia.

Delegação oficial escalada

Para representar o governo, uma comitiva de alto escalão foi escalada para o evento na Califórnia. O grupo será liderado por Marco Rubio, atual Secretário de Estado, acompanhado por Sean Duffy, Secretário de Transportes, e Markwayne Mullin, responsável pela Segurança Interna. 

Rubio, que comanda as relações internacionais do país, deve aproveitar a viagem para se reunir com o presidente paraguaio, Santiago Peña, buscando reforçar laços comerciais e discutir tecnologias emergentes, repercute a CNN Brasil.

Tradição histórica quebrada

A decisão ocorre em um momento de tensões diplomáticas e críticas às rigorosas políticas de imigração do governo, que chegaram a impedir a entrada de um árbitro da Somália escalado para o Mundial. Apesar dos ruídos políticos, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, mantém uma relação estreita com o líder americano, tendo inclusive lhe concedido um prêmio da paz em dezembro passado. 

Giuliani, que é filho do ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani, afirmou que o envolvimento de Trump com a competição deve aumentar gradualmente ao longo das próximas semanas.


*Sob supervisão de Éric Moreira

Meu propósito é dar voz a narrativas.