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Kennedy Center retira nome de Trump do site após decisão judicial

O espaço cultural de Washington cumpre ordem judicial para excluir referências ao ex-presidente em materiais oficiais e plataformas digitais

Um juiz distrital dos EUA decidiu que o nome do Centro Kennedy havia sido alterado ilegalmente e ordenou a remoção do nome do presidente Donald Trump - Kevin Dietsch/Getty Images

O renomado John F. Kennedy Center for the Performing Arts, principal centro cultural de Washington, nos Estados Unidos, iniciou a remoção oficial do nome do presidente Donald Trump de sua plataforma digital e documentos internos. 

A medida atende a uma determinação do juiz federal Christopher Cooper, que considerou ilegal a renomeação da instituição feita pelo conselho administrativo no final de 2025 sem o aval do Poder Legislativo.

Decisão da justiça federal

A controvérsia começou quando o conselho de curadores do centro, composto em sua maioria por aliados de Trump, votou pela alteração do nome para “Trump-Kennedy Center“. No entanto, conforme relatado pelo jornal The Guardian, o juiz Cooper esclareceu em sua sentença que apenas o Congresso americano possui autoridade legal para modificar o nome de monumentos criados por lei federal

Para o magistrado, a identidade do local como um memorial vivo ao falecido presidente John F. Kennedy, assassinado em 1963, deve ser preservada integralmente conforme o estatuto original de 1964.

Mudanças em materiais oficiais

Em um memorando interno enviado aos funcionários, a assessoria jurídica do Centro Kennedy instruiu a troca imediata de assinaturas de e-mail, papéis timbrados e sinalizações físicas. O prazo final para a conclusão de todas as alterações, incluindo a retirada de placas na fachada do prédio e atualizações em folhetos, é o dia 12 de junho de 2026. 

A ação judicial que motivou a mudança foi liderada por Joyce Beatty, deputada democrata do estado de Ohio e integrante do conselho da instituição, que celebrou a decisão como uma vitória do império da lei sobre a vaidade política.

Reação do presidente americano

Donald Trump criticou duramente a decisão em suas redes sociais, chegando a sugerir que a responsabilidade pela gestão do centro deveria ser devolvida integralmente ao Congresso. O republicano afirmou que o local enfrenta graves problemas estruturais e que sua intervenção visava salvar a instituição de uma suposta decadência financeira e artística. 

Apesar dos protestos e de possíveis recursos judiciais, o cumprimento da ordem de retirada das marcas da gestão Trump segue em curso em todas as frentes operacionais do prédio.


*Sob supervisão de Éric Moreira