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Estrela do hexa: novo brilho no céu atiça mística por título do Brasil

Fenômeno astronômico batizado de Nova Muscae 2026 foi registrado por especialistas da Unesp e pode ser visto com binóculos de qualquer parte do país

Localização da Nova Muscae 2026, a "estrela do hexa", próxima ao Cruzeiro do Sul - Foto: Divulgação

Uma nova fonte de luz surgiu no firmamento austral, ganhando rapidamente o apelido de estrela do hexa entre os brasileiros. 

O objeto celeste, identificado oficialmente como Nova Muscae 2026, foi registrado no final de maio por programas de monitoramento internacional e pelo Observatório Didático de Astronomia da Unesp, em Bauru. 

Localizado estrategicamente ao lado da constelação do Cruzeiro do Sul, o fenômeno ocorre em um momento simbólico, já que 2026 marca o ano em que a Seleção Brasileira buscará seu sexto título mundial nos gramados.

Explosão no espaço 

Embora pareça o nascimento de um astro, o brilho intenso é fruto de uma explosão termonuclear ocorrida há cerca de 15 mil anos. Segundo Rodolfo Langhi, professor que coordena as atividades astronômicas na Unesp, o evento envolve uma estrela anã branca que acumulou gases de uma companheira até atingir um ponto crítico de pressão.

A energia liberada foi tamanha que o objeto, antes invisível a olho nu, passou a brilhar de forma impressionante, lembrando o aumento de potência de um refletor de estádio.

Sinal para o mundial

A proximidade com o Cruzeiro do Sul, símbolo presente na bandeira nacional, reforça a mística popular em torno do evento. Muitos brasileiros interpretam a aparição como um sinal positivo para a Copa do Mundo de 2026

O professor Langhi admite que a coincidência é divertida e serve como um excelente pretexto para aproximar o público da ciência. O especialista explica que a anã branca sobrevive à explosão, o que significa que o sistema continuará existindo e poderá brilhar novamente em um futuro distante.

Como observar o astro

Para localizar a estrela do hexa, o observador deve olhar logo abaixo do braço maior do Cruzeiro do Sul, na constelação da Mosca. O fenômeno é visível em locais de céu limpo, preferencialmente nas horas que sucedem a meia-noite, quando a constelação está mais alta

Segundo relatórios técnicos, o uso de binóculos é recomendado para observar a diminuição gradual do brilho ao longo das próximas semanas. É uma oportunidade rara de contemplar um evento cósmico de grande magnitude que coincide com as esperanças esportivas da nação.