FIFA cobra ingressos da Copa 2026 após falha liberar entradas de graça
A entidade máxima do futebol mundial notificou cerca de 60 torcedores que precisam pagar o valor real das entradas ou terão as reservas canceladas

A FIFA, organização responsável pela gestão do futebol global, notificou aproximadamente 60 torcedores que conseguiram obter ingressos para a Copa do Mundo de 2026 sem custo algum. O erro ocorreu no site oficial da instituição durante o processo de finalização da compra, resultando na emissão de bilhetes com o valor de zero dólar.
De acordo com informações divulgadas pela emissora britânica Sky News e confirmadas pela própria entidade, a falha técnica impediu que o pagamento fosse processado corretamente no momento do checkout.
Falha técnica no sistema
Em um comunicado oficial, a FIFA lamentou o transtorno e esclareceu que as entradas solicitadas pelos fãs continuam reservadas de forma temporária.
Contudo, os torcedores afetados receberam uma comunicação direta convidando-os a completar o pagamento do valor correto para garantir o acesso definitivo aos estádios. O erro técnico aconteceu no final de maio e foi identificado rapidamente pela equipe de segurança cibernética da organização.
Prazo para regularização
A entidade estipulou um prazo de sete dias para que a situação seja regularizada pelos compradores. Segundo informações da rede BBC, caso o pagamento não seja efetuado dentro desse período estipulado, os bilhetes serão cancelados automaticamente e disponibilizados novamente para venda ao público geral.
Embora os valores corretos não tenham sido detalhados na notificação de erro, a organização exige que o preço integral de mercado seja quitado.
Preços dinâmicos polêmicos
O incidente ocorre em um cenário de críticas severas aos altos custos do Mundial de 2026. Esta é a primeira edição em que a entidade, presidida por Gianni Infantino, adota a política de preços dinâmicos, que aumenta os valores conforme a demanda.
Para se ter uma ideia, o ingresso mais caro para a grande final já atinge a marca de aproximadamente 55 mil reais. Além dos problemas técnicos, o sistema de vendas da FIFA está sendo investigado pelas autoridades de Nova York e Nova Jersey por possíveis práticas abusivas contra o consumidor.
*Sob supervisão de Éric Moreira