Teste de DNA revela idosa culpada de assassinato há 50 anos
Corpo encontrado no Deserto do Arizona passou por genealogia forense e descobriu que idosa de 79 anos realizou o assassinato

Em 1975 um corpo foi encontrado no deserto do Arizona sem digitais e sem ser método de identificação. Contudo, somente em 2025, especialistas em genealogia forense descobriram que o falecido era William Reginald Sipfle.
Entretanto, mesmo com o desaparecimento, ninguém da família tinha feito um boletim de ocorrência, e o corpo só foi identificado através da semelhança do DNA do senhor com o da neta que ele nem sequer o conheceu.
Porém, apenas uma pessoa se beneficiou do assassinato em todos esses anos. Carol Ann Beal, enteada do desaparecido, passou boa parte da vida vivendo da pensão que o Estado dava pela perda. Assim, a polícia começou a investigação.
A investigação do assassinato
A mulher de 79 anos foi acusada por uma série de motivos, mas os principais que levaram os investigadores até ela foram:
Conforme o xerife Chris Nanos, Sippfle desapareceu aos 73 anos e ninguém da família apareceu para fazer um boletim de ocorrência. Dessa maneira, apesar de saberem do sumiço, nunca quiseram que a polícia se envolvesse no caso.
Nesse mesmo sentido, a mulher teria vivido na casa de Sipfle por mais de 50 anos e usado entre US$ 250 mil e US$ 600 mil de pensão e benefícios da Previdência Social dos Estados Unidos.
No entanto, o dado que fez com que Carol Ann Beal fosse detida e acusada a de assassinar o padrasto, foi a informação que, durante a época do crime, trabalhava em um museu próximo a região desértica onde os restos foram encontrados.
Ou seja, os investigadores ligaram os fatos da família não ir atrás da localização de William Reginald Sipfle, como se soubesse que ele só estava desaparecido, a questão dela ter vivido sobre as custas do homem durante toda a vida, e a “coincidente” informação de que ela frequentemente passava próximo de onde o corpo foi encontrado.
A apreensão da idosa
Beall foi presa na última quinta-feira, 28 de maio, e acusada de homicídio em primeiro grau pela morte de William Reginald Sipfle. Os advogados da idosa contestam dizendo que ela nunca teria feito o ato e que não tem nenhuma passagem na polícia.
O restante da família expressa alívio por ter encontrado o paradeiro e o destino do idoso, ao mesmo tempo que lida com o baque da informação. De todo modo, o caso só foi possível graças ao avanço da tecnologia forense.
Conforme o Globo, um laboratório terceirizado identificou os genes como próximos a de uma garota que tinha um parente desaparecido. Logo após outros testes, descobriram que realmente era William Reginald Sipfle.
Atualmente, segundo Kold News, Beall está detida sob fiança de US$ 500 mi, ou seja, 2,5 milhões de reais. Valor semelhante ao que retirou ilegalmente dos cofres estadunidenses.
*Sob supervisão de Felipe Sales Gomes