Após 44 anos, assassinos de adolescente são identificados
Os assassinos de Roxanne Sharp, de 16 anos, foram encontrados com auxílio de um podcast após 44 anos do crime brutal; confira!

Após 44 anos do crime, um podcast, que revelou novas informações e testemunhas sobre o caso, levou a polícia a prender os quatro suspeitos de assassinar e abusar de Roxanne Sharp.
O estado da Louisiana, nos Estados Unidos, foi surpreendido com um crime brutal em 1982. No dia 12 de fevereiro do mesmo ano, o corpo da adolescente de 16 anos foi encontrado em uma área de floresta em Covington. Após o corpo ser encontrado foi constatado que Sharp teria sido assassinada e abusada sexualmente.
Na época, a investigação não obteve muitas evidências ou informações que pudessem auxiliar as autoridades, levando ao arquivamento do caso, de acordo com a revista Monet.
A família da adolescente passou 44 anos com a indignação pela impunidade dos criminosos que colocaram um fim na vida de Sharp.
Após 44 anos, o podcast ‘Who Killed Roxanne’ fez com que Billy Williams Jr., de 62 anos, que morava na mesma cidade do crime fosse preso. De acordo com comunicado da Polícia Rodoviária Estadual da Louisiana, o suspeito foi acusado de estupro qualificado e homicídio em segundo grau e foi levado para a cadeia de St. Tammany.
Além de Williams Jr., o Departamento de Investigação Criminal da Procuradoria-Geral de Ohio prendeu Darrell Spell, de 64 anos, em Ohio. Outros dois indivíduos, Perry Taylor e Carlos Cooper, ambos de 64 anos, já estavam detidos no Departamento de Correlações da Louisiana por crimes não relacionados a esse. Os três foram indiciados pelo mesmo crime contra Roxanne Sharp.
Podcast
O podcast Who Killed Roxanne, produzido por Charles Dowdy, teve uma série de seis episódios sobre o caso lançada em 2025.
Após as prisões, as autoridades reconheceram a importância do podcast para o encerramento do caso. “[O podcast] ajudou nossos investigadores a reconstituir onde Roxanne estava dias antes de sua morte, até onde estamos agora. Foi de grande ajuda para divulgar essa informação ao público e, consequentemente, para que as testemunhas entrassem em contato conosco”, afirmou a Polícia Estadual da Louisiana.
Além do podcast, os avanços tecnológicos nos meios de investigação e a “forte cooperação interinstitucional” permitiram que casos considerados insolúveis ainda possam ser resolvidos.
À agência AP, o radialista contou que não acreditava que o público fosse se importar com seu podcast, mas que mudou de ideia após notar a comoção gerada.
*Sob supervisão de Éric Moreira