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Jaqueta jeans da Segunda Guerra Mundial bate recorde do Guinness

Jaqueta jeans fabricada pela Levi's durante a Segunda Guerra Mundial foi arrematada por valor impressionante e acabou entrando para o Guinness

Uma jaqueta Levi's S506XXE da Segunda Guerra Mundial - Crédito: Divulgação

O jeans vem se tornando cada vez mais valorizado por colecionadores ao redor do mundo e uma peça recentemente levou esse interesse a um novo patamar. Uma jaqueta da Levi’s acaba de entrar para o Guinness World Records como a jaqueta jeans usada mais cara já vendida.

O modelo em questão é uma S506XXE da época da Segunda Guerra Mundial, arrematada por 55 milhões de ienes, o equivalente a cerca de 1,7 milhão de reais. Conforme afirma o portal WWD, a peça se destaca pelo contexto histórico em que foi produzida.

Durante a guerra, a escassez de materiais obrigou fabricantes a adotarem soluções criativas para economizar tecido. Um dos traços mais marcantes dessa jaqueta é a parte traseira dividida, formada pela costura de duas partes. Esse detalhe pode ter sido resultado tanto da necessidade de aproveitar melhor o material quanto da limitação na largura dos tecidos produzidos na época. Além disso, modelos desse período carregam outros sinais de adaptação à escassez, como o uso de botões simplificados e variações nos tecidos dos bolsos.

Raro estado de conservação

Outro fator que contribuiu para o valor excepcional da peça é seu estado de conservação. Afinal, ao contrário da maioria das roupas da época, cujos patches de couro se perderam ou se deterioraram, este exemplar mantém o patch original intacto, com número de lote e tamanho ainda legíveis. A jaqueta foi adquirida pela empresa japonesa Fivestar Inc..

Em entrevista ao Guinness, o CEO Masayuki Sasaki afirmou que a compra vai além do valor financeiro: “Não se trata de quão cara foi a compra. É um gesto para mostrar que a estética japonesa foi cultivada a ponto de termos olhos para encontrar e valorizar o patrimônio cultural mundial e transmiti-lo para gerações”.

“A beleza não se limita ao cabelo e aos cosméticos. Roupas, ambiente, movimento, tempo contribuem para a beleza. Espero que, com este evento, possamos criar oportunidades para levar a estética japonesa ainda mais ao palco da cultura mundial”, destacou.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.