Tomografia em múmias revelam segredos egípcios escondidos há milênios
Avanços tecnológicos recentes proporcionam avanços na análise e novas descobertas surpreendentes a partir de múmias egípcias; entenda!

Para além da análise de humanos vivos, cientistas passaram a utilizar as mais altas tecnologias da área médica para análise de múmias egípcias. O equipamento capaz de detectar e contar fótons consegue proporcionar imagens dos corpos por detrás das bandagens.
Dessa forma, o tomógrafo computadorizado consegue dar um parecer sobre as características detalhadas de cada múmia, sua densidade, crescimento, defeitos, cicatrizes e etc., identificando novas informações sobre doenças e características da época em que viveram.
O tomógrafo computadorizado
A tecnologia foi utilizada por cientistas da Universidade Semmelweis, na Hungria. Primordialmente, o tomógrafo consegue emitir os fótons de um lado e os receber do outro. A fim de explicar, essa emissão é equivalente a centenas de Raios-X por segundo de diversos ângulos.
De todo modo, o resultado desse processo altamente complexo é a criação de imagens altamente detalhadas e que podem ser vistas em diferentes camadas. Ou seja, a principal preocupação dos arqueólogos, que é a danificação do material através do contato, pode ser completamente evitada.
Assim, a utilização pode nos oferecer imagens das múmias sem as típicas bandagens que marcaram o imaginário da população. Ainda, é possivel, através da tecnologia, verificar até mesmo a arcada dentária de cada indivíduo morto há mais de 2.000 anos.
Os objetos verificados
Entre os corpos mumificados verificados estavam duas cabeças, dois membros inferiores esquerdos e um fardo misterioso. Esses itens, pertencentes à coleção do Museu de História da Medicina Semmelweis, ao serem análisados, surpreenderam Krisztina Scheffer, pesquisadora do museu, que disse em comunicado:
As imagens atuais fornecem uma visão mais detalhada do que nunca e espera-se que revelem novas descobertas cientificamente válidas sobre os restos mortais que foram preservados na coleção por décadas”
Entre as cabeças, a visão da face sem as bandagens pode ajudar na determinação da idade dos indivíduos, para além da facilitação dos processos de reconstrução facial desses sujeitos que viveram há 2,3 mil anos.
Um dos membros inferiores foi caracterizado com osteoporose, por razão patológicas ou de idade. Já o outro, foi notado como um membro pertencente à um jovem. As mãos ainda passam por processos de análise, sem muitas informações por enquanto.
Porém, os cientistas destacaram uma surpresa nas verificações. Conforme a revista Galileu, há muito acreditava-se que dentro do fardo havia uma cabeça humana ou então uma ave mumificada.
Entretanto, as imagens da nova tomografia computadorizada revelam que, na verdade, trata-se de um pé adulto. De qualquer forma, essas surpresas são apenas pequenos passos para a construção de uma história muito mais detalhada.
*Sob supervisão de Éric Moreira