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NASA quer lançar primeira nave do mundo movida a fissão nuclear

Agência espacial norte-americana pretende implementar novidade nas missões de exploração territorial de Marte, até 2028

Foguete NASA
Foguete da NASA - Créditos: Reprodução/Daily Mail

A NASA anunciou uma novidade que, se cumprida, pode se tornar revolucionária no campo da exploração espacial. Até o final de 2028, com missões em Marte já programadas, a agência espacial norte-americana pretende implementar no programa o uso de espaçonaves movidas por fissão nuclear.

O projeto foi divulgado pela NASA na última terça-feira, 24. Caso a proposta se concretize, essa seria a primeira iniciativa da história a usar um veículo abastecido com energia do tipo.

Para cumprir essa meta, a sonda Space Reactor 1 (SR-1) Freedom contará com um reator de fissão a bordo. Um motor desse tipo utiliza a divisão de átomos de Urânio na obtenção de uma quantidade massiva de energia, para redistribuí-la aos sistemas operacionais da nave e gerar a propulsão necessária ao deslocamento. Este é o mesmo princípio de ativação de algumas bombas atômicas, por exemplo.

Planos da NASA

Quando a SR-1 Freedom enfim adentrar a órbita do planeta vermelho, ela lançará três helicópteros espaciais em sua atmosfera, que serão incumbidos pela tarefa de localizar vestígios de água em Marte, além de mapear possíveis locais de pouso para futuras missões humanas no planeta.

“A SR-1 Freedom irá finalmente desbloquear as capacidades necessárias para a exploração sustentada além da lua e missões a Marte e do sistema solar exterior”, afirmou em evento Jared Isaacman, um dos gerentes da NASA.

Na mesma ocasião, Steve Sinacore, executivo do programa da agência para energia de superfície de fissão, acrescentou ao anúncio do colega: “A NASA vem estudando isso há muito tempo, juntamente com o Departamento de Guerra. Para mim, a integração em um veículo é um amadurecimento de uma tecnologia já consolidada na atualidade”.

Caso o experimento seja implementado com sucesso, a tecnologia poderá ser incorporada a missões espaciais futuras. Especialistas estimam que o ganho energético proporcionado pela fissão nuclear possibilitaria deslocamentos para além das fronteiras solares, algo até então impensável em viagens interestelares. Até hoje, apenas 3 missões que se propuseram a superar os limites da órbita do Sol tiveram êxito em seu objetivo, todas elas movidas a combustível.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.