Bill Cosby deve recorrer de condenação por violência sexual cometida na década de 1970
Ator e comediante Bill Cosby deve recorrer da decisão que o condenou a pagar US$ 19 milhões a mulher que teria sido violentada sexualmente por ele

O ator e comediante Bill Cosby, conhecido pelo programa The Cosby Show, deve recorrer da decisão que o condenou a pagar US$ 19 milhões (cerca de R$ 100 milhões) à norte-americana Donna Motsinger, após um júri na Califórnia concluir que ele a drogou e a agrediu sexualmente no ano de 1972. A defesa informou que pretende contestar o veredito, que ainda pode ser elevado com a eventual fixação de danos punitivos.
Segundo informações do portal O Globo, a decisão foi proferida na esfera civil, o que implica pagamento de indenização, e não pena de prisão. Durante o julgamento, os jurados entenderam como comprovada a versão apresentada por Motsinger, hoje com 84 anos. Ela alega ter sofrido a violência quando trabalhava como garçonete.
O episódio teria ocorrido depois de o humorista buscá-la em uma limusine e levá-la a uma de suas apresentações. Na época, Cosby teria oferecido vinho e um comprimido à vítima, então com 30 anos de idade, que acabou perdendo a consciência. Conforme relata o processo, a última lembrança da mulher são flashes de luz. Também é importante mencionar que, segundo Donna, Cosby costumava frequentar o estabelecimento onde ela trabalhava com regularidade, enquanto gravava um álbum de stand-up em um teatro nas proximidades. O ator negou as acusações e a defesa reiterou que os encontros foram consensuais.
Vítima celebrou decisão
Após a sentença, a americana celebrou em declaração ao The New York Times: “Foram 54 anos para se obter justiça, e sei que não é suficiente para as outras mulheres, mas espero que isso as ajude um pouco”.
Como destaca o portal Metrópoles, Cosby já havia sido condenado a pagar US$ 500 mil a Judy Huth, que alegou ter sido agredida por ele na Mansão Playboy em 1975, quando era uma adolescente de 16 anos de idade. Ele chegou até mesmo a ser condenado criminalmente por agressão sexual e cumpriu quase três anos de prisão, até ter a sentença anulada em 2021 por questões processuais.