A curiosa obsessão de Nikola Tesla pelos números 3, 6 e 9
Genial, o inventor tinha uma curiosa fixação pelos números três, seis e nove — sugerindo que os dígitos pudessem servir como uma chave para o universo

Um gênio enxerga o mundo com olhos que outra pessoa “normal” não é capaz de ver. Com Nikola Tesla essa afirmação não poderia ter sido diferente. O inventor viu bem antes de todos o potencial da eletricidade.
Mas o físico também tinha uma obsessão: os números 3, 6 e 9; sugerindo que os dígitos pudessem servir como uma chave para o universo. Mas de onde surgiu essa fixação?
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A mente de um gênio
De etnia sérvia, Nikola Tesla nasceu no que hoje é um território croata, Smiljan, em 10 de julho de 1856. Desde de jovem, ele se destacou dos demais por sua mente brilhante.
Conforme relatado pelo próprio Tesla em sua autobiografia, ele acredita ter tido experiências fora de seu próprio corpo quando estava em sua juventude.
As experiências as transportariam para “novos lugares, cidades e países… tão queridos para mim quanto os da vida real, e não menos intensos em suas manifestações”.
Tesla também tinha memória eidética, o que popularmente chamamos de memória fotográfica. E ele usava da habilidade para explorar suas ideias e invenções ainda em sua mente, bem antes de começar a criá-las na nossa realidade.
Quando começou a se destacar na fase adulta como inventor, notou que era diferente de seus contemporâneos, visto que os outros inventores, segundo ele, “careciam de paciência”.
Falta-lhes a disposição para elaborar algo de forma lenta, clara e precisa em suas mentes… todos nós cometemos erros, e é melhor cometê-los antes de começar”, escreveu.
Apesar de invenções que não o deixaram rico, Tesla possui descobertas que são importantíssimas até os dias de hoje, como a corrente alternada (CA) e o motor de indução.
Ele também foi responsável por experimentos que, mais tarde, foram desenvolvidos por outros pesquisadores, como o uso de raios-X, lâmpadas de neon e controles remotos.
Tesla sempre tentou descobrir e se aproveitar de alguns dos grandes mistérios do mundo. Deve ser por isso que ele se tornou obsessivo pelos números três, seis e nove.
Os dígitos que são a chave para o universo?
Muitos apontam que Tesla teria dito: “Se vocês conhecessem a magnificência dos números 3, 6 e 9, teriam a chave do universo.“
Apesar de não se saber ao certo se ele realmente disse isso, é inegável sua fixação pelas unidades numéricas. Mas esses números significavam para ele? A resposta tem muito mais a ver com a matemática complexa e a história da humanidade.
Um exemplo disso é que se você dobrar o 1, depois o 2 — e assim por diante —, e somar seus algarismos até restar apenas um dígito, os números 3, 6 e 9 nunca aparecem.
Assim, o 1 viraria 2, depois 4, 8, 16, 32, 64. Já o 64, por sua vez, daria uma soma de 6 + 4, totalizando 10, que seria 1 + 0 = 1. E se você fizer isso com qualquer combinação, o padrão se repete infinitamente com 1, 2, 4, 8, 7, 5. Portanto, 3, 6 e 9 seriam sempre ausentes.
Para o cientista Marko Rodin, os números ainda representariam um “campo de fluxo”; ou um vetor da terceira para a quarta dimensão.
Os números também aparecem com frequência na história da humanidade, como os triângulos, que possuem três lados — assim como as pirâmides.
As trindades também estão em abundância em nossa história, como o “Pai, Filho e Espírito Santo”. O próprio Tesla apontava a tríade de “energia, frequência e vibração”, que ele acreditava conter os “segredos do universo”.
Obsessões e manias
Ao longo de sua vida, Tesla manifestou sua obsessão pelos números de diversas vezes. Conforme recorda o All That Interesting, ele sempre dava três voltas num quarteirão antes de entrar em algum prédio.
Tesla ainda secava a louça com 18 guardanapos (18 é divisível tanto por 3, quanto por 6 e por 9). Ele também só se hospedava em quartos de hotéis cujos números fossem divisíveis por três.
No fim de sua vida, passou a viver em quartos mais baratos. Ele faleceu no quarto 3327 do Hotel New Yorker, em janeiro de 1943.