Autora de livro sobre luto pelo marido é culpada por assassiná-lo

Mulher que fez um livro infantil sobre como lidar com o luto de seu marido o teria envenenado com cinco doses letais de fentanil

Kouri Richins no tribunal - Créditos: Reprodução/NBC News

Em Utah, nos Estados Unidos, uma mulher que escreveu um livro infantil sobre como lidar com o luto, foi condenada por homicídio qualificado após envenenar o próprio marido.

Na segunda- feira, Kouri Richins foi condenada por envenenar seu marido, Eric Richins, com fentanil. Os promotores informaram que a mulher adicionou cinco vezes a dose letal do opioide sintético a um coquetel que seu marido bebeu em março de 2022.

Autora de livro sobre o luto

A promotoria também informou que a esposa de Richins tinha uma dívida de 4,5 milhões de dólares e acreditava que caso seu marido morresse ela herdaria um patrimônio de mais de 4 milhões de dólares. Além disso, ela mantinha um relacionamento extraconjugal e planejava um futuro com este outro homem.

O promotor do Condado de Summit, Brad Bloodworth, contou que ela queria se separar de Eric Richins, mas não queria abrir mão do dinheiro dele.

Richins também foi condenada por outros crimes, incluindo mais uma tentativa de homicídio contra seu marido, no Dia dos Namorados, onde ela envenenou um sanduíche com fentanil que o fez desmaiar. Os promotores também a consideraram culpada de falsificação e de reivindicar fraudulentamente benefícios do seguro após a morte do marido, informou o The Guardian.

A irmã de Eric Richins afirmou estar em choque, mas que agora a família pode se concentrar em honrar a memória do irmão e apoiar seus filhos. “Conseguimos justiça para o meu irmão”.

A acusação de homicídio qualificado pode acarretar uma pena de 25 anos à prisão perpétua.

O julgamento estava previsto para durar cinco semanas, mas ele foi interrompido na semana passada quando Richins renunciou ao seu direito de depor e sua equipe encerrou a apresentação de provas sem convidar nenhuma testemunha. Seus advogados disseram estar confiantes de que os promotores não apresentaram provas o suficiente para condená-la.

Os promotores alegaram que a mulher estava profundamente endividada e que ela havia contratado diversos seguros de vida em nome de seu marido sem o consentimento dele. Alguns benefícios totalizaram cerca de 2 milhões de dólares.

Mensagens de texto entre Richins e Robert Josh Grossman, homem com quem ela mantinha um relacionamento extraconjugal, onde ela fantasiava deixar o marido, ganhar milhões no divórcio e se casar com Grossman foram mostradas ao júri.

Além disso, um analista forense digital mostrou que seu histórico de pesquisa na Internet incluía “qual é a dose letal de fentanil”, “prisões de luxo para ricos da América” e “se alguém for envenenado, o que consta na certidão de óbito”.

A ligação de Richins para o 911 foi reproduzida por Bloodworth ao júri, que disse que aquilo não era o som de uma esposa se tornando viúva e sim o som de uma esposa se tornando viúva negra.