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Ex-soldado da Segunda Guerra vira o doador de órgãos mais velho dos EUA

Após falecer aos 100 anos, veterano que atuou na Segunda Guerra Mundial, faz história na medicina e prova que a doação de órgãos não tem limite de idade

Fotos mostram o veterano Dale Steele / Créditos: Reprodução / Live On Nebraska

Ao que tudo indica, um veterano americano da Segunda Guerra Mundial se tornou o doador de órgãos mais velho de seu país. Dale Steele tinha 100 anos quando faleceu em fevereiro, em decorrência de um traumatismo craniano.

O caso revelou, segundo a Live On Nebraska, importante organização de captação, que a saúde do doador é mais relevante que a sua idade.

O Sr. Steele… é um poderoso lembrete de que a generosidade não tem limite de idade”, disse Kyle Herber, CEO da Live On Nebraska.

A vida de Dale Steele

A história de Dale é longa, pois logo após se formar no ensino médio, ele foi chamado para o serviço militar. Ele então chegou a servir na França, Alemanha, Bélgica e Tchecoslováquia antes do fim da segunda guerra.

De acordo com informações repercutidas pelo jornal The Guardian, entre suas funções estava localizar remanescentes do exército nazista e ajudar sobreviventes dos campos de concentração a retornarem para casa.

Além disso, Steele foi promovido a sargento e designado para guardar réus em Nuremberg. Seu caminho, inclusive, cruzou com o criminoso de guerra Hermann Göring, considerado o número 2 da Alemanha Nazista.

O retorno e a vida no campo

Já no período pós-guerra, o veterano retornou para Bassett, Nebraska, onde se casou com Doris. Eles tiveram quatro filhos e quatro netos ao longo de 72 anos juntos. Ele passou a vida sustentando a família através da criação de gado, administrando uma cooperativa e vendendo equipamentos agrícolas.

O veterano Dale Steele ao lado de sua esposa, Doris / Créditos: Reprodução / Live On Nebraska

No entanto, em fevereiro de 2026, após sofrer o traumatismo, ele precisou de suporte vital. Foi então que a organização contatou seu filho, Roger, pedindo a doação do fígado do pai. Roger ficou chocado com o pedido, conforme relatou em entrevista à KMTV, enfatizando que o idoso já tinha mais de 100 anos.

A ciência da renovação celular

Com isso, o Dr. Lee Morrow, diretor médico, explicou também à KMTV que o fígado tem, na sua essência, apenas alguns anos. Isso se explica pela capacidade única desse órgão de renovar suas células ao longo da vida, desde que esteja saudável.

Seu fígado tem cerca de três anos, o meu tem três anos, e o dele também”, detalhou Morrow.

Por sua vez, Roger atribuiu a longevidade do pai ao trabalho físico e aos vegetais que consumia de sua horta. Além disso, o médico destacou que a aplicação de perfusão sanguínea quente ajudou a viabilizar o órgão para o transplante. O procedimento foi realizado com sucesso no dia seguinte, dando uma nova vida a um receptor.

Para o neto do veterano, Scott, esse foi um desfecho perfeito. “Dale sempre foi muito prestativo e atencioso com todos ao seu redor”, disse Scott Steele. Sua família também ressaltou a certeza de que ele faria qualquer coisa para ajudar alguém necessitado.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli