Mulher é condenada por manter jovem como escrava por 25 anos
Britânica foi condenada a 13 anos de prisão por manter vítima sob tortura e trabalhos forçados em cativeiro

A britânica Amanda Wixon, de 56 anos, foi condenada a 13 anos de prisão por manter uma mulher em situação de escravidão doméstica por 25 anos.
O crime aconteceu em Gloucestershire, na Inglaterra, onde a vítima chegou em 1995 para passar apenas um fim de semana. Em vez disso, a jovem, que fugia de uma família problemática, foi mantida em cativeiro até ser resgatada pela polícia em 2021.
Condenada por abusos
De acordo com informações do The Independent, durante as mais de duas décadas de prisão, a vítima viveu um verdadeiro pesadelo na casa superlotada com os dez filhos da agressora.
O promotor Sam Jones detalhou no Tribunal da Coroa de Gloucester que a mulher era agredida com cabos de vassoura e forçada a beber detergente. Além disso, ela teve os dentes arrancados, a cabeça raspada à força e água sanitária jogada em seu rosto.
Como resultado das agressões constantes, a mulher apresentava cicatrizes no rosto e calos profundos nos joelhos por limpar o chão de quatro. Para piorar, ela vivia em um quarto imundo, se alimentava apenas de restos de comida e precisava tomar banho escondida durante a noite.
Isolamento total
O isolamento imposto por Amanda Wixon foi tão grave que a vítima não teve nenhum registro médico ou odontológico por mais de 20 anos. Segundo o juiz Ian Lawrie KC, os serviços sociais perderam o contato com a família no final dos anos 1990, fazendo a mulher “desaparecer” do sistema.
O resgate só aconteceu porque Clint, um dos filhos da condenada, denunciou os abusos terríveis às autoridades.
O detetive Ian Fletcher afirmou que a vítima foi tratada como um objeto para servir à família, vivendo em condições muito piores que os outros moradores. Uma vizinha chegou a relatar que a mulher parecia ter saído de um campo de concentração, de tão magra e debilitada que estava.
Nova vida
Apesar de todas as provas e da condenação severa, Amanda Wixon negou os crimes e demonstrou total ausência de arrependimento. Ao sair do tribunal, ela foi questionada por repórteres e afirmou categoricamente que nunca cometeu os abusos descritos.
Atualmente, a sobrevivente reside com uma família de acolhimento, estuda e viaja, embora ainda lute diariamente contra os pesadelos do seu passado traumático.