Realeza britânica é vaiada por manifestantes na Commonwealth
Protesto questionou a realeza e cobrou explicações da Família Real sobre o caso envolvendo o ex-príncipe Andrew

Membros da família real britânica foram alvo de protestos durante a celebração do Dia da Commonwealth, realizada na segunda-feira, 9, na Abadia de Westminster, em Londres. O rei Charles III, o príncipe William e Kate Middleton, princesa de Gales, foram vaiados e interpelados por manifestantes enquanto chegavam ao tradicional evento anual.
A manifestação foi organizada pelo grupo Republic, que defende o fim da monarquia no Reino Unido. Os ativistas seguravam cartazes amarelos com mensagens críticas à família real, incluindo frases como “Not my king” (“Não é meu rei”) e perguntas dirigidas ao monarca e ao príncipe herdeiro, como “What did you know?” (“O que vocês sabiam?”).
Realeza em cheque
Os protestos fazem referência direta ao recente escândalo envolvendo Andrew Mountbatten-Windsor, anteriormente sob título de príncipe. O irmão mais novo do rei foi preso em fevereiro sob suspeita de irregularidades ligadas ao período em que atuou como enviado comercial do Reino Unido. A investigação ganhou grande repercussão pública após o nome de Andrew aparecer em documentos relacionados ao caso do financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores.
A cerimônia do Dia da Commonwealth foi a maior reunião pública da família real desde a prisão de Andrew. Além de Charles, William e Kate, também participaram do evento a rainha Camilla e outros membros da realeza. O serviço religioso celebra a comunidade política formada por 56 países ligados historicamente ao Reino Unido e ocorre anualmente na Abadia de Westminster.
Apesar do protesto, os membros da família real mantiveram postura discreta ao chegar ao local. Segundo relatos da imprensa internacional, eles não responderam diretamente aos manifestantes e seguiram para a cerimônia enquanto conversavam com autoridades religiosas e convidados presentes.