Arqueólogos descobrem aldeia e petroglifos em deserto no México
Achados surgiram em obras ferroviárias e ajudam a reconstruir ocupações humanas anteriores a uma das culturas mais importantes do México

Pesquisadores identificaram uma aldeia pré-hispânica anterior ao desenvolvimento do Cerro de Trincheras, além de vários sítios com petroglifos (gravuras rupestres) no estado de Sonora, no norte do México. A descoberta foi realizada durante trabalhos de salvamento arqueológico ligados à construção do desvio ferroviário Ímuris-Nogales, segundo informou o Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH).
Os vestígios foram encontrados em diferentes pontos da região e incluem estruturas de assentamento, painéis de arte rupestre e áreas que provavelmente funcionaram como espaços habitacionais ou rituais. Os primeiros resultados da investigação foram apresentados em um encontro acadêmico do próprio instituto, no ciclo cultural “Tardes de cafeINAH”.
Aldeia no México
Entre os locais identificados está um antigo assentamento conhecido como La Ciénega, que pode ter sido uma aldeia ligada a ocupações humanas anteriores ao florescimento do centro regional do Cerro de Trincheras, um importante sítio arqueológico associado à chamada Cultura Trincheras, ativa aproximadamente entre os séculos XIII e XV.
Outro local identificado pelos arqueólogos foi Ojo de Agua, que provavelmente funcionava como um assentamento periférico conectado à aldeia principal. Esse padrão sugere que a região possuía uma rede de comunidades e áreas de uso especializado, indicando uma ocupação humana mais complexa do que se imaginava anteriormente.
Além das estruturas habitacionais, os pesquisadores registraram um sítio com seis painéis de petroglifos, conhecido como Petroglifos del Babasac. Gravados diretamente nas rochas, os desenhos representam figuras geométricas e possivelmente símbolos associados às práticas culturais e espirituais das populações que viveram na região antes da chegada dos europeus.