Notícias / Caso Epstein

Príncipe Andrew prestou “homenagem” a Epstein após libertação

Emails revelam entusiasmo de Andrew com fim de prisão domiciliar de Epstein; vínculos voltam a abalar a monarquia britânica

Ex-príncipe Andrew e Jeffrey Epstein - Crédito: Getty Images

Novos documentos tornados públicos nos Estados Unidos revelam trocas de emails que colocam Andrew Mountbatten‑Windsor — irmão mais novo do rei Charles III — em posição ainda mais controversa no debate sobre sua relação com o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por exploração sexual de menores de idade.

Segundo mensagens datadas de julho de 2010, pouco depois de Epstein completar sua pena com prisão domiciliar, Andrew reagiu com entusiasmo à libertação do financista e chegou a oferecer-se para visitá-lo em Paris, prestando “homenagem” ao homem que havia sido condenado por crimes graves.

Celebração de Andrew

Os emails, parte de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA, mostram Andrew cumprimentando Epstein pela conclusão da sua condenação sob condições e chamando o fato de “realmente boas notícias”. Logo em seguida, ele manifestou planos de ir encontrá-lo na capital francesa — um gesto que muitos críticos interpretam como expressão de admiração ou apoio mais do que uma simples cordialidade. Nas mensagens surgem ainda referências a possíveis negociações comerciais e oportunidades envolvendo contatos do financista, demonstrando que a relação entre ambos ia além de uma simples amizade social.

Especialistas em monarquia e comentaristas políticos classificaram à BBC a atitude de Andrew como “insensível” diante dos crimes sexuais de Epstein. Uma das mensagens em que Andrew teria dito que pretendia “pagar homenagem à nova vida dele [Epstein]” foi especialmente criticada, com observadores apontando que a postura de indiferença às vítimas, incluindo menores exploradas pelo esquema de Epstein, revela uma falta de empatia e julgamento público questionável.

Esse episódio surge num momento em que Andrew já enfrenta intenso escrutínio público e legal. Em fevereiro, ele foi preso no Reino Unido sob suspeita de má conduta em cargo público, incluindo acusações de que tenha compartilhado informações confidenciais obtidas como enviado comercial britânico com Epstein à época em que o financista ainda estava vivo. Autoridades britânicas investigam se tais compartilhamentos violaram regras de confidencialidade e colocaram em risco interesses governamentais.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.