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Jesse Jackson recebe últimas homenagens na Carolina do Sul

Corpo do líder retorna à Carolina do Sul para ser honrado no Capitólio, local onde sua trajetória contra a segregação transformou a história da Carolina do Sul

Jesse Jackson e Rosa Parks em 1965 / Crédito: Getty Images

O corpo do reverendo Jesse Jackson será velado nesta segunda-feira, 2, no Capitólio da Carolina do Sul.

O líder dos direitos civis, que faleceu em 17 de fevereiro aos 84 anos, retorna ao seu estado natal para ser honrado no mesmo solo onde iniciou sua trajetória de ativismo. Jackson sofria de uma condição neurológica rara que comprometeu sua saúde nos últimos anos.

O legado da resistência

Historicamente, a trajetória de Jackson ganhou força em 1960, na cidade de Greenville. Naquela ocasião, ele liderou sete estudantes negros em um protesto pacífico em uma biblioteca segregada, resultando em sua prisão.

Esse ato de coragem, entretanto, forçou a abertura das instituições para todos os cidadãos. Posteriormente, sua atuação chamou a atenção de Martin Luther King Jr., unindo-os na histórica marcha de Selma a Montgomery.

Além disso, o reverendo expandiu sua influência para a política nacional e diplomacia internacional. Através da Rainbow Push Coalition, ele pressionou corporações por equidade e representatividade.

De acordo com informações do jornal The Guardian, Jackson também buscou a indicação presidencial democrata nos anos 80, consolidando-se como uma voz fundamental para os sub-representados. Recentemente, sua força política foi decisiva na remoção da bandeira confederada do Capitólio estadual em 2015, após o massacre em Charleston.

Cerimônias e despedidas finais

Atualmente, Jackson é apenas o segundo homem negro a receber as honras fúnebres no Capitólio da Carolina do Sul. Esse evento integra uma programação de duas semanas que teve início em Chicago e deve retornar para a mesma cidade após as solenidades atuais.

Por enquanto, as homenagens previstas para Washington D.C. permanecem adiadas, sem uma data confirmada pelas autoridades organizadoras.

A despedida no Capitólio marca o contraste entre a infância de Jackson na segregação e seu reconhecimento como herói nacional. O funeral definitivo ocorrerá na sede de sua organização, encerrando o ciclo de homenagens ao homem que dedicou a vida à justiça social e igualdade.


  • Sob supervisão de Giovanna Gomes