Estátua de Churchill em Londres amanhece com mensagens de protesto
Inscrições com frases pró-Palestina na estátua de Churchill geram polêmica em Londres; autoridades analisam frases pintadas para identificar autores

Localizada na Praça do Parlamento, em Londres, a icônica estátua de Winston Churchill foi alvo de uma pichação durante a madrugada desta sexta-feira, 27 de fevereiro. As inscrições, feitas no monumento com tinta vermelha, apresentavam diversas frases de apoio à causa palestina e críticas contundentes ao antigo primeiro-ministro.
Entre as mensagens pintadas na estrutura de bronze de 3,6 metros, destacavam-se frases como “criminoso de guerra sionista”, “parem o genocídio”, “nunca mais é agora” e “Palestina livre”. Além disso, a expressão “Globalizar a Intifada” também foi registrada, gerando imediata reação das autoridades locais devido ao peso político do termo.
A reação das autoridades
De acordo com informações do jornal O Globo, logo nas primeiras horas da manhã, fiscais de patrimônio histórico foram mobilizados para o local. Ainda segundo o jornal The Sun, a equipe utilizou sacos plásticos e fitas adesivas para cobrir as pichações enquanto aguardavam os produtos específicos para a limpeza do bronze, instalado na praça desde 1973.
Outros relatos indicam que a frase “Saudações de Haia”, escrita em holandês, também foi identificada na base do monumento.
O incidente ocorre em um momento de alta tensão política no Reino Unido, onde o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o respeito aos monumentos nacionais está em evidência.
O impacto político do incidente
Consequentemente, a repercussão no cenário político foi imediata. O deputado Matt Vickers, vice-presidente do Partido Conservador, classificou o ato como um ataque direto à cultura e à história do país.
Por outro lado, o uso do slogan “Globalizar a Intifada” colocou as forças de segurança em alerta, uma vez que a Polícia Metropolitana já havia sinalizado que tal expressão poderia levar a detenções por incitação à violência.
Por fim, a área permanece isolada para a conclusão dos trabalhos de restauração. Até o momento, nenhum grupo assumiu oficialmente a autoria da intervenção, e a polícia londrina segue analisando câmeras de segurança para identificar os responsáveis.
- Sob supervisão de Giovanna Gomes