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Spotify lança urna funerárias com playlist que toca músicas eternamente

A urna promete tocar uma playlist baseada no que o usuário gostaria de ouvir em seu repouso

Urna musical - Créditos: Spotify

O Spotify lançou nesta semana a “Eternal Playlist Urn” uma urna funerária com um alto-falante Bluetooth na tampa. O lançamento foi uma colaboração com a marca de água enlatada norte-americana, Liquid Death. A experiência sonora pós-morte permite a reprodução de músicas diretamente da plataforma do Spotify.

O novo lançamento fúnebre é uma edição limitada, com apenas 150 unidades disponíveis para comprar no valor de 495 dólares, aproximadamente 2.500 reais. A urna foi projetada para suportar o ambiente de sepultamento, mantendo a playlist do falecido tocando mesmo após o seu enterro, segundo o site O Tempo.

A urna também se conecta a dispositivos sem fio para que possa continuar tocando a playlist eterna.

Além disso, disponibiliza uma ferramenta digital chamada “Eternal Playlist Generator”, que utiliza o histórico de músicas do usuário e, através disso, cria uma playlist musical exclusiva. A plataforma permite que o resultado seja compartilhado e sincronizado com a urna ou com familiares e amigos.

A empresa de água enlatada é conhecida por ter campanhas de marketing agressivas e disruptivas. Ela afirma que essa ideia tem como objetivo elevar a personalização digital ao nível máximo. A marca garante que o produto é real e voltado para fãs de música que desejam manter seu gosto musical preservado.

Mercado funerário 

Essa criação faz parte de uma nova onda de experiências fúnebres tecnológicas, que buscam modernizar os rituais de despedida. Esse tipo de dispositivo é voltado para quem quer uma forma menos convencional de homenagear o falecido, focando na trajetória de vida do indivíduo, afirmam especialistas do setor.

O uso de QR codes em lápides que dá acesso a biografias digitais já é uma realidade em algumas capitais do Brasil. Mas a chegada dessa nova criação entre o Spotify e a Liquid Death gera uma discussão sobre os limites da tecnologia nesses momentos de despedidas.


*Sob supervisão de Fabio Previdelli