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Filha de mulher que reapareceu nos EUA revela passado tenso

Após reencontro improvável, filha de mulher norte-americana que desapareceu há mais de duas décadas diz que pais tinham amantes

Michele Lyn Hundley Smith e seu cartaz de desaparecida - Créditos: Reprodução/Facebook

Uma mulher estadunidense que havia desaparecido sem deixar notícias em 2001 foi recentemente localizada viva e em boas condições, mais de 24 anos depois do início do mistério que assolou sua família e mobilizou autoridades em diversos estados. O caso, que voltou a ocupar os noticiários nos últimos dias, ganhou novas camadas com declarações da filha mais velha da mulher — agora adulta — que disse, em entrevistas e em post nas redes sociais, que tanto a mãe quanto o pai tiveram amantes ao longo do tempo em que estiveram separados, e que isso contribuiu para o contexto familiar complexo em que o desaparecimento ocorreu.

A mulher, identificada pelas autoridades como Michele Hundley Smith, desapareceu em 9 de dezembro de 2001 após sair para fazer compras de Natal em Eden, no estado da Carolina do Norte. Na época, ela tinha 38 anos e deixou para trás o marido e os três filhos, então com 19, 14 e sete anos. A partir daí, começou uma longa investigação por parte das polícias locais e federais, incluindo o FBI, que procuram respostas para seu sumiço sem sucesso por mais de duas décadas.

Mulher desaparecida

Foi somente em fevereiro de 2026 que os investigadores, após receberem uma nova pista, conseguiram localizar Michele viva em um local não divulgado dentro do estado norte-americano. A identidade dela foi confirmada pela equipe da Rockingham County Sheriff’s Office e, segundo o relato das autoridades, ela estava em boa saúde no momento da descoberta.

Nos dias seguintes à notícia de que sua mãe estava viva, Amanda Smith — a filha que tinha 14 anos quando Michele desapareceu e que hoje tem cerca de 38 anos — falou publicamente sobre a experiência emocional intensa e contraditória. Em uma postagem no Facebook, ela confessou que seus sentimentos variam entre alívio, tristeza e irritação.

Amanda também defendeu seu pai, ressaltando que, apesar dos problemas conjugais que existiam na época, ele não foi responsável pelo desaparecimento da mãe e que relatos anteriores na comunidade local de que ele pudesse ser culpado eram infundados.

Em relatos adicionais à imprensa internacional, Amanda mencionou que tanto sua mãe quanto seu pai mantiveram relacionamentos extraconjugais ao longo dos anos — uma informação delicada que lança luz sobre as tensões internas no casamento dos pais antes e depois do desaparecimento de Michele. A filha afirmou que isso marcou profundamente sua percepção da dinâmica familiar e contribuiu para o entendimento complexo que ela tem hoje sobre o caso.

Embora Michele tenha contado às autoridades que deixou a família por causa de “problemas domésticos”, ela não detalhou esses problemas nem explicou completamente por que viveu tantos anos afastada sem contatar parentes. Oficialmente, não houve registro de crime grave relacionado ao desaparecimento, e as autoridades locais informaram que não pretendem apresentar acusações criminais contra ela, embora uma revisão do caso com o promotor esteja em andamento.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.