Irmã de Kim Jong-un é promovida e ganha cargo com maior poder na Coreia do Norte
Considerada uma das principais conselheiras de Kim Jong-un, Kim Yo-jong consolidou-se como uma das mulheres mais poderosas do regime norte-coreano

Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, foi promovida a um posto de maior peso dentro do Partido dos Trabalhadores da Coreia, legenda que governa a Coreia do Norte. A ascensão foi anunciada durante o congresso quinquenal do partido, segundo informou nesta terça-feira, 24, a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), órgão oficial de Pyongyang.
Até então subdiretora, Kim Yo-jong foi nomeada pelo Comitê Central como diretora de departamento com status pleno. De acordo com a imprensa estatal, a nova função representa um salto significativo na hierarquia política. Para Lim Eul-chul, do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade Kyungnam, na Coreia do Sul, a mudança “equivale a uma promoção ao nível ministerial”.
Há anos considerada uma das principais conselheiras do irmão, Kim Yo-jong consolidou-se como uma das mulheres mais poderosas do regime norte-coreano. Ela, que nasceu no final dos anos 1980, é a caçula dos três filhos de Kim Jong-il com sua terceira companheira, Ko Yong-hui, ex-dançarina. Assim como o irmão, recebeu parte de sua educação na Suíça e ganhou projeção rapidamente após a morte do pai, em 2011, quando Kim Jong-un assumiu o poder.
Em 2018, Kim Yo-jong chamou atenção internacional ao visitar a Coreia do Sul durante os Jogos Olímpicos de Inverno de Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang 2018. Desde então, seu nome passou a aparecer com frequência em comunicados oficiais que expressam posições de Pyongyang ou criticam Seul e Washington. As informações são da RFI.
Secretário-geral do partido
No último domingo, 22, Kim Jong-un foi reeleito por unanimidade para o cargo máximo de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, reafirmando seu controle político. Milhares de membros da elite partidária estão reunidos em Pyongyang para o congresso, que é realizado a cada cinco anos. O encontro define diretrizes do Estado em áreas que vão da diplomacia ao planejamento militar.
O evento, que começou em 19 de fevereiro e não tem duração previamente definida, é visto como um palco para que Kim Jong-un demonstre sua autoridade sobre o regime. Analistas também acompanham com atenção o possível papel da filha adolescente do líder, Kim Ju-ae, apontada por serviços de inteligência sul-coreanos como potencial sucessora.