Ação contra assessores de Epstein termina em acordo de R$ 182 milhões
Ação coletiva contra dois assessores de Jeffrey Epstein termina em acordo; eles eram acusados de cumplicidade em esquema de tráfico sexual

Uma ação coletiva movida contra dois assessores de Jeffrey Epstein por cumplicidade nos casos de tráfico sexual contra mulheres e adolescentes terminou em acordo. Com isso, seu espólio decidiu pagar até US$ 35 milhões — cerca de R$ 182 milhões na cotação atual — para encerrar o processo.
O acordo foi anunciado por meio de um breve comunicado do escritório de advocacia Boies Schiller Flexner, responsável por representar as vítimas de Epstein. O processo judicial estava aberto desde 2024 em um tribunal federal de Manhattan.
Os acusados foram Darren Indyke, ex-advogado pessoal de Epstein, e seu ex-contador Richard Kahn. Ambos são coexecutores do espólio do ex-empresário.
Defesa nega culpa
Apesar de concordarem com o acordo, Daniel H. Weiner, advogado dos assessores de Epstein, afirmou que nenhum dos dois admitiu ou reconheceu qualquer conduta imprópria como condição.
Ele ainda acrescentou que eles estavam certos de que não fizeram nada de errado e estavam preparados para lutar contra as acusações no tribunal. Mas, para evitar qualquer reivindicação contra o espólio de Jeffrey Epstein, optaram por um acordo.
Indyke e Kahn estavam sendo acusados desde 2024 como cúmplices do esquema de tráfico sexual de Epstein. De acordo com informações do UOL, o processo menciona que eles teriam ajudado o empresário a criar uma complexa rede de empresas e contas bancárias, que o ajudariam a ocultar seus abusos.
Além disso, o dinheiro gerado por esse meio servia para pagar vítimas e recrutadores. O processo ainda afirma que os assessores teriam recebido vantagem financeira, que os deixou “ricamente recompensados” por seu trabalho.
Acordos anteriores
Como representantes das vítimas de Jeffrey Epstein, o escritório Boies Schiller Flexner já moveu outros processos referentes ao caso. Em um deles, conseguiu um acordo de US$ 365 milhões — o equivalente a R$ 1,9 bilhão na cotação atual — com os bancos JPMorgan Chase e Deutsche Bank.
Essas instituições financeiras foram acusadas de ignorar sinais de alerta sobre Epstein. Parte do motivo se devia ao fato de ele ser um cliente considerado lucrativo.
- Sob supervisão de Giovanna Gomes