Espiões dizem que filha de Kim Jong-Un será líder da Coreia do Norte
Inteligência da Coreia do Sul avalia que Kim Jong-un está preparando sua filha adolescente, Kim Ju-ae, para assumir a liderança do país

A sucessão na Coreia do Norte — um dos regimes mais isolados e sigilosos do mundo — pode estar prestes a ganhar um capítulo inédito: o possível anúncio oficial de que a filha do líder Kim Jong-Un será sua sucessora. Autoridades sul-coreanas e analistas internacionais têm observado sinais de que a adolescente Kim Ju-ae, de cerca de 13 anos, está sendo cada vez mais posicionada como a futura chefe de Estado, uma mudança que reforçaria o caráter dinástico e hereditário do poder no país.
Segundo informes do Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS), citados ao parlamento sul-coreano, Ju-ae teria deixado a fase inicial de “treinamento para sucessão” e entrado no estágio de designação formal como sucessora interna, um passo importante na política norte-coreana.
A agência destacou que ela já participa de eventos públicos de alto nível ao lado de seu pai — incluindo inspeções militares e cerimônias de Estado — e pode aparecer diante de milhares de delegados durante o congresso do Partido dos Trabalhadores, previsto para o fim de fevereiro.
Sucessão na Coreia do Norte
A presença crescente de Kim Ju-ae em ocasiões públicas, frequentemente associada à propaganda estatal, tem alimentado especulações de que ela não seja apenas a herdeira de fato, mas em breve possa ser oficialmente apresentada como futura líder suprema do regime. Essa representaria a primeira vez na história da Coreia do Norte em que uma mulher — e ainda uma muito jovem — é apontada para o cargo mais elevado do Estado desde sua fundação em 1948.
O sigilo e a tradição patriarcal do regime dificultam a obtenção de informações oficiais sobre a família Kim. A idade exata de Ju-ae nunca foi confirmada pelas mídias estatais de Pyongyang, que costumam tratar detalhes pessoais da elite com extrema reserva. Sabe-se, no entanto, que ela começou a ser exibida publicamente ao lado do pai em 2022, quando assistiu a um lançamento de míssil balístico — um gesto que na Coreia do Norte já foi interpretado como simbólico de continuidade dinástica.