Mancha que provocou megaexplosões deixa interrogação no Sol
Cientistas observam que a região ativa do Sol responsável por explosões intensas de plasma formou um arco magnético curvo

Pesquisadores solares identificaram que uma mancha solar extremamente ativa, que foi a origem de uma série de megaexplosões no Sol nos últimos meses, exibiu uma configuração magnética bastante incomum: um padrão curvo que lembra um “ponto de interrogação deitado” no campo magnético da superfície estelar.
Essas manchas solares — regiões da fotosfera com temperaturas mais baixas e campos magnéticos fortes — são conhecidas por gerar explosões de plasma, chamadas de erupções solares e ejeções de massa coronal, que podem afetar o espaço ao redor da Terra e interferir em sistemas eletrônicos, comunicações e redes de energia. A forma específica dessa mancha, com um traço curvo e assimétrico, despertou interesse porque pode estar relacionada com sua altíssima instabilidade magnética, capaz de desencadear eventos energéticos incomuns.
It’s #SunDay! Here’s your space weather report for the week of Jan. 30 – Feb 5:
– 72 M-class flares (!)
– 6 X-class flares
– 33 coronal mass ejections
– 0 geomagnetic stormsThis video from NASA’s Solar Dynamics Observatory (SDO) shows the week’s activity.
SDO ended its Earth… pic.twitter.com/YPdFHB36dV
— NASA Space Alerts (@NASASpaceAlerts) February 8, 2026
Interrogação no Sol
Segundo os cientistas que monitoram o Sol por meio de satélites e telescópios especializados, a configuração observada se formou a partir da interação de dois grupos de campos magnéticos opostos, que se encontram e se contorcem na superfície solar. Esse tipo de configuração pode armazenar grandes quantidades de energia que, ao ser liberada, causa as explosões observadas.
As megaexplosões associadas à mancha magnética provocaram onda de partículas energéticas que se propagaram pelo espaço interplanetário, influenciando a atmosfera superior da Terra, com possíveis impactos em satélites, sistemas de posicionamento global (GPS) e até redes de energia elétrica em altas latitudes. Essas explosões também foram acompanhadas de intensos bursts de radiação ultravioleta e raios X, que aumentam a ionização nas camadas superiores da atmosfera terrestre.