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Voo é interceptado em Israel após criança alterar nome de Wi-Fi

Voo foi interceptado por caças após criança alterar a identificação da rede; o pouso em Israel ocorreu sob forte esquema de segurança

Uma aeronave da Wizz Air / Créditos: Getty Images

Um voo comercial da Wizz Air, que partiu de Londres com destino a Israel, desencadeou um grave alerta de segurança nacional no domingo, 8. A aeronave, um Airbus A321, foi interceptada urgentemente por caças da Força Aérea Israelense após a tripulação reportar uma potencial ameaça a bordo.

Investigações posteriores confirmaram que o incidente tratava-se de um alarme falso. O pânico generalizado foi gerado por uma criança que, sem o conhecimento dos pais, renomeou o ponto de acesso Wi-Fi de um celular. O nome escolhido fazia referência direta à palavra “terrorista”.

Interceptação aérea

De acordo com informações do jornal O Globo, a crise teve início quando passageiros tentaram conectar seus dispositivos e notaram a rede com nome suspeito. O protocolo antiterrorismo foi acionado imediatamente pela defesa aérea. Jatos militares decolaram em minutos para escoltar o avião e avaliar a situação da cabine.

O monitoramento de voo indicou manobras atípicas durante o trajeto de escolta. O piloto foi instruído a realizar três órbitas de espera sobre o Mar Mediterrâneo, próximo ao sul do Chipre.

A aeronave permaneceu voando em círculos enquanto autoridades de inteligência avaliavam o risco real. A escolta armada manteve o voo comercial sob mira até a aproximação final, visando prevenir qualquer ataque suicida em áreas povoadas.

Varredura em solo

Após momentos de tensão, o avião pousou no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv. A aeronave foi direcionada para uma área isolada, onde foi cercada por equipes táticas e unidades com cães farejadores de explosivos.

Todos os ocupantes foram desembarcados e submetidos a revistas rigorosas. As bagagens também passaram por inspeção detalhada ainda na pista de pouso para descartar a presença de bombas.

A apuração rastreou o sinal até o aparelho de uma família ultraortodoxa. Confirmou-se que não havia explosivos ou intenção criminosa, sendo apenas um ato infantil. Com a segurança garantida, as autoridades encerraram a operação de emergência.


  • Sob supervisão de Giovanna Gomes