Esquadrão antibombas remove granada da Primeira Guerra do reto de homem na França
Artefato da Primeira Guerra tinha 20 centímetros e risco de explodir; médicos acionaram a equipe para retirar a granada com segurança

Uma operação de emergência mobilizou forças de segurança e gerou alerta no Hospital Rangueil, em Toulouse, na França, no sábado, 31. Um homem de 24 anos deu entrada no pronto-socorro com uma granada da Primeira Guerra Mundial alojada no ânus, o que obrigou a unidade a acionar imediatamente um esquadrão antibombas.
Devido à natureza instável do artefato, a equipe médica identificou um risco real de explosão no centro cirúrgico. Consequentemente, o protocolo de segurança foi ativado para garantir a integridade física dos profissionais e dos demais pacientes durante a extração do objeto.
Operação de risco
De acordo com informações repercutidas pelo jornal O Globo, o paciente chegou à unidade consciente e relatou ter introduzido o objeto no próprio corpo. Entretanto, exames de imagem revelaram a gravidade da situação, tratando-se de uma granada coletora com cerca de 20 centímetros de comprimento.
A ocorrência foi confirmada por uma fonte hospitalar ao jornal La Dépêche du Midi e repercutida pelo Le Figaro. O caso aconteceu em uma unidade do Hospital Rangueil, situada no sudeste da cidade de Toulouse, e contou com ajuda também do corpo de bombeiros local para garantir a segurança durante o procedimento.
Diante desse cenário, bombeiros do departamento de Haute-Garonne e especialistas em desminagem foram chamados às pressas. A área foi isolada para que a cirurgia de remoção fosse realizada sob supervisão técnica, minimizando as chances de uma detonação acidental.
Protocolo e sigilo
Após a intervenção das equipes especializadas, o explosivo foi retirado com sucesso e o paciente foi estabilizado. O caso, no entanto, foi tratado com discrição pelas autoridades locais após o desfecho da operação.
Procurado pela agência France-Presse, o Centro Hospitalar Universitário de Toulouse informou que não comentaria o incidente, respeitando o sigilo médico. Da mesma forma, o porta-voz do corpo de bombeiros declarou que não havia mais informações técnicas a divulgar sobre o procedimento.