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Coiote nada até a Ilha de Alcatraz em travessia perigosa

Coiote é visto pela primeira vez em Alcatraz após nadar nas águas frias da Baía de São Francisco, em um trajeto arriscado

Coiote
Imagem meramente ilustrativa - Getty Images

Pesquisadores e observadores de vida selvagem registraram um evento nunca antes documentado: um coiote (Canis latrans) foi visto atravessando a Baía de São Francisco, nadando até a Ilha de Alcatraz, um local famoso por sua antiga prisão federal desativada.

O acontecimento chamou a atenção de biólogos e moradores locais porque essa espécie de canídeo terrestre raramente é associada a travessias marítimas extensas, e a distância até Alcatraz inclui correntes fortes e águas frias que tornam a natação um desafio perigoso para um animal de porte médio.

O registro foi feito por pesquisadores que monitoram a fauna da região, bem como por visitantes que estavam na baía quando o animal chegou à ilha. O coiote foi visto hesitando à beira da água antes de iniciar a travessia, e depois continuou nadando por um trecho considerável até alcançar a costa rochosa de Alcatraz. Essa é a primeira observação confirmada de um espécime dessa espécie realizando esse tipo de travessia no local, e ainda não está claro se outros indivíduos já tenham tentado a mesma rota sem serem notados.

Segundo especialistas, condições ambientais e comportamentais podem ter influenciado esse comportamento inesperado. Coiotes são conhecidos por sua capacidade de adaptação a diferentes habitats e recursos, incluindo áreas urbanas e ambientes costeiros, mas a travessia de águas abertas ainda é rara entre esses animais.

A Baía de São Francisco é conhecida por suas correntes fortes e temperatura da água muitas vezes fria, condições que tornam a natação prolongada arriscada, especialmente para um animal que não está tipicamente adaptado a esse tipo de movimento aquático.

Alguns biólogos apontam que fatores como pressão sobre recursos alimentares, expansão de territórios ou deslocamento de habitats naturais podem levar animais terrestres como coiotes a explorar zonas incomuns em busca de alimento ou abrigo. A Ilha de Alcatraz, hoje desabitada por humanos e coberta por vegetação em partes de sua área, pode oferecer uma oportunidade de refúgio para espécies oportunistas, embora não se saiba ainda se o animal permaneceu na ilha por muito tempo após a chegada.

Observadores também ressaltaram que a presença humana e a expansão de áreas urbanizadas nas cercanias podem empurrar animais selvagens a comportamentos inesperados, incluindo a busca por novos territórios ou fontes de alimento em regiões menos habituais. Coiotes já foram vistos explorando zonas residenciais e parques urbanos em diversas partes da América do Norte, e sua capacidade de adaptação tem sido um tema frequente nos estudos de ecologia urbana.

Apesar da travessia surpreendente, pesquisadores alertam que nadar longas distâncias em águas abertas pode representar enormes riscos à sobrevivência desses animais, principalmente porque exigem gasto energético elevado, exposição ao frio e possíveis encontros com embarcações ou predadores. Ainda não se sabe se o coiote conseguiu retornar ao continente após chegar à ilha, ou se ele foi visto novamente depois do episódio.

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e nerd desde o berço, sou dono de uma mente inquieta que sempre tem mais perguntas que respostas. Vez ou outra, você pode ler textos meus sobre curiosidades históricas, música, ciência e cultura pop.