Maior que a Casa Branca: 5 curiosidades sobre a mansão da família Safra
De acordo com ranking da revista Architectural Digest, especializada em arquitetura, a mansão da família Safra seria 11ª maior residência em todo o planeta

Uma das maiores mansões do mundo se encontra em solo brasileiro: a mansão Safra, localizada no bairro do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, figura como a 11ª maior residência do planeta, segundo ranking da revista Architectural Digest, especializada em arquitetura.
Com mais de 11 mil metros quadrados de área construída, o imóvel supera em tamanho a Casa Branca e é duas vezes maior do que o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República, segundo reportagem da revista Veja publicada à época de sua construção. A seguir, confira 5 curiosidades sobre essa tão singular propriedade:
1- Cinco andares
Erguida pelo banqueiro Joseph Safra, a mansão ocupa um terreno de aproximadamente 22 mil metros quadrados e possui cinco andares, sendo três deles subterrâneos. São mais de 130 cômodos interligados por nove elevadores, distribuídos em uma estrutura que inclui ampla área externa, piscina olímpica e heliporto próprio. Na década de 1990, quando foi concluída, a residência estava avaliada em cerca de US$ 11 milhões — valor que, à época, correspondia a aproximadamente um décimo do preço estimado do Estádio do Pacaembu. Atualmente, a imobiliária italiana de luxo Santandrea estima o valor do imóvel em cerca de US$ 500 milhões, o equivalente a R$ 2,89 bilhões.
2- Dona atual
Segundo o portal g1, a mansão pertence hoje a Vicky Safra, viúva de Joseph Safra, fundador do Banco Safra e considerado, em vida, o homem mais rico do Brasil, segundo a Forbes. Nascido no Líbano e naturalizado brasileiro, Safra chegou ao Brasil na década de 1960 para dar continuidade aos negócios da família, iniciados por seu pai, Jacob Safra. Ao lado do irmão Moise, foi responsável pela consolidação e expansão do conglomerado financeiro, cuja trajetória no país teve início no período posterior à Segunda Guerra Mundial.
3- Inspirada em Versalhes
Apesar de suas proporções monumentais, o design da mansão é pouco conhecido pelo público, sobretudo seus interiores, mantidos sob absoluto sigilo pela família. Fontes que tiveram acesso à planta do imóvel relataram à Veja, em 1995, que a principal inspiração arquitetônica foi o Palácio de Versalhes, antiga sede da corte francesa do século 18. O projeto, assinado pelo arquiteto francês Alain Raynaud, também dialoga com palácios da nobreza romana, como destacou o The New York Times em 1999, ao classificar o imóvel como digno “dos palácios de nobres romanos”.
4- Alto consumo de energia
A área íntima da residência conta com sete suítes destinadas exclusivamente à família. As duas principais são maiores do que muitos apartamentos de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro e dispõem de acesso por dois elevadores distintos — um privativo para o morador e outro reservado aos funcionários. Estimativas publicadas na década de 1990 indicavam que o consumo de energia necessário para manter todas as dependências em funcionamento seria suficiente para abastecer uma cidade de cerca de dois mil habitantes.
5- Segurança reforçada
A segurança acompanha a grandiosidade do conjunto: toda a propriedade é cercada por quatro guaritas, cada uma com cerca de 40 metros quadrados, além de sistemas de controle de acesso e o heliporto utilizado nas chegadas da família.
Após a morte de Joseph Safra, em dezembro de 2020, aos 82 anos, a família esteve envolvida em uma disputa judicial relacionada à herança. O conflito foi encerrado em setembro de 2024, quando os herdeiros anunciaram um acordo para pôr fim a todos os processos judiciais e arbitrais em andamento, sem divulgação dos termos financeiros.