Notícias / Japão

Japão reativa Kashiwazaki-Kariwa, a maior usina nuclear do mundo

Usina nuclear localizada na província de Niigata estava inoperante desde o desastre de Fukushima, ocorrido em 2011

A usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, em Kashiwazaki - Crédito: Getty Images

A usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, situada no Japão e reconhecida como a maior do mundo em termos de capacidade produtiva, reiniciou suas atividades nesta terça-feira, 20, quase 15 anos após o desastre de Fukushima ocorrido em 2011. Esta reativação ocorre em meio a preocupações contínuas da população local sobre a segurança das operações nucleares.

No estágio inicial, apenas um dos sete reatores da usina foi religado, conforme anunciado pela Tokyo Electric Power Company (Tepco). O reator foi ativado às 19h02, horário local, o que corresponde às 07h02 no horário de Brasília, conforme revelou Tatsuya Matoba, porta-voz da empresa.

De acordo com informações da agência de notícias AFP, o governador da província de Niigata, onde a usina se encontra, deu seu consentimento para a reativação no mês passado, apesar da resistência manifestada por parte da população. Uma pesquisa realizada em setembro na própria província revelou que 60% dos residentes se opõem à reativação dos reatores nucleares, enquanto apenas 37% demonstraram apoio.

Manifestação

Na terça-feira, um grupo de manifestantes enfrentou o frio intenso para protestar nas proximidades da usina, localizada à beira do mar do Japão. Entre os manifestantes estava Yumiko Abe, uma moradora de 73 anos, que declarou indignada à AFP: “a eletricidade de Tóquio é produzida em Kashiwazaki, e somente os moradores daqui deveriam correr riscos? Não faz sentido”.

Após o triplo desastre que envolveu um terremoto, um tsunami e o subsequente acidente nuclear em Fukushima em março de 2011, todas as instalações nucleares do Japão foram desligadas.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.