Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado a 5 anos de prisão
Ex-presidente sul coreano foi condenado por episódio ocorrido em dezembro de 2024, quando tentou impor lei marcial no país

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi sentenciado nesta sexta-feira, 16, a cinco anos de prisão, após ser considerado culpado por obstrução da justiça. A condenação marca o início de um longo processo judicial que inclui oito casos distintos contra ele.
A decisão do tribunal do distrito central de Seul é resultado das investigações que revelaram irregularidades processuais ligadas à tentativa de golpe de estado que Yoon teria orquestrado ao declarar a lei marcial em dezembro de 2024. De acordo com a agência de notícias AFP, a promotoria havia solicitado uma pena mais severa, de dez anos, mas o tribunal optou por uma sentença inferior.
Entre as acusações que pesaram contra Yoon estão: a exclusão intencional de funcionários governamentais das discussões sobre a imposição da lei marcial; a falsificação de documentos oficiais; e a obstrução das investigações ao se esconder durante semanas na residência oficial sob a proteção de sua segurança pessoal. Além disso, ele foi acusado de destruir provas ao ordenar a eliminação de registros telefônicos.
O juiz Baek Dae-hyun enfatizou a gravidade das ações do ex-presidente, afirmando que, ao desrespeitar a Constituição, Yoon demonstrou uma conduta inaceitável para alguém em seu cargo. No entanto, o tribunal não encontrou evidências suficientes para sustentar uma acusação adicional relacionada à falsificação de documentos.
A defesa de Yoon anunciou sua intenção de recorrer da decisão judicial. Ele, que está preso desde julho de 2025 ainda enfrenta outras sete acusações, uma das quais pode resultar em pena de morte, caso seja considerado culpado por insurreição.
Pena capital
Recentemente, promotores solicitaram a pena capital em um caso separado, citando o papel do ex-presidente como líder da insurreição ao tentar instaurar a lei marcial. Eles argumentaram que Yoon não demonstrou arrependimento pelas suas ações que comprometeram a ordem constitucional e a democracia no país.
Embora esteja sob a ameaça de uma condenação tão severa, analistas acreditam que é improvável que qualquer pena capital seja efetivamente executada, visto que a Coreia do Sul mantém uma moratória sobre execuções desde 1997.
Yoon defende sua posição, alegando que suas ações foram um exercício legítimo dos poderes presidenciais necessários para proteger o país e manter a ordem. Ele critica o partido opositor por supostamente promover o que considera uma “ditadura inconstitucional” ao controlar o Legislativo.