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Danças de Maduro foram vistas como provocação por Washington, diz jornal

Segundo o New York Times, danças e discursos de Maduro em público teriam convencido americanos de que ele os desafiava; entenda!

Nicolás Maduro dança durante a comemoração do Dia do Estudante, no Palácio de Miraflores, em Caracas, Venezuela, em 21 de novembro de 2025 / Créditos: Getty Images

E parece que um fator determinante para a invasão dos EUA na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro, no último sábado, 3, foi o então ditador aparecer dançando e não demonstrando preocupações durante a escalada de tensões entre os países.

Isso teria levado os americanos a acreditar que o venezuelano estava zombando deles, facilitando a decisão pela invasão. Duas fontes anônimas citaram esse motivo ao jornal The New York Times.

Segundo fontes, Maduro estava “tentando testar o que ele acreditava ser um blefe” de Washington. De acordo com informações repercutidas pela CNN Brasil, desde novembro, o líder chavista foi visto várias vezes dançando em público uma versão remixada de uma fala sua em inglês chamada “Paz, sim, não à guerra”.

Ações em público

O ditador também passou a usar palavras em inglês para se referir à presença militar americana no Caribe. Em novembro, ele foi visto dançando ao som do remix no palácio de Miraflores, durante o Dia do Estudante, e aproveitou o momento para convocar jovens a se conectarem com movimentos estudantis nos EUA, em uma tentativa de enfrentar o que via como ameaças a Caracas.

Ainda em novembro, Maduro cantou a música Imagine, de John Lennon, durante um comício, enquanto pedia o fim da escalada de tensões com Washington. Pouco depois, em dezembro, ele enviou uma mensagem de Feliz Natal aos americanos, em inglês, na qual pediu que rejeitassem políticas belicistas e de mudança de regime na América do Sul e que “deixassem os outros serem felizes”.

Ao povo dos Estados Unidos, Feliz Natal! Ao povo dos Estados Unidos, não à guerra – Feliz Natal! Não se preocupem, sejam felizes. Sejam felizes, sejam felizes! (Mudou para o espanhol) Sejam felizes como uma minhoca e façam com que os outros sejam felizes também.”

Já na véspera de Natal, Maduro dançou com um robô de inteligência artificial ao som de uma música natalina tradicional, durante uma feira comercial em Caracas. O momento foi transmitido pela TV estatal.

Venezuela em turbulência

A Venezuela segue em turbulência dias depois da captura de Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, por forças americanas em Caracas. Na segunda-feira, 5, eles se declararam inocentes das acusações de tráfico de drogas e porte de armas em Nova York.

Durante a audiência, Maduro afirmou que ainda é “o presidente do meu país”. A próxima sessão está marcada para 17 de março, e nenhum dos dois solicitou fiança ou liberação imediata.

Enquanto isso, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, assumiu como presidente interina na Venezuela. Donald Trump reforçou que continua no comando e não descartou uma ação militar maior caso o regime não coopere.