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Passaporte atribuído a Eliza Samudio é recebido pelo consulado em Lisboa

Passaporte atribuído a Eliza Samudio foi encontrado em um imóvel em Portugal e agora está sob análise das autoridades brasileira

A modelo Eliza Samudio
A modelo Eliza Samudio - Arquivo pessoal

Na segunda-feira, 5, a notícia de que um passaporte atribuído a Eliza Samudio teria sido encontrado em um imóvel em Portugal movimentou as redes sociais. O Portal Leo Dias, responsável pela divulgação, informou que o documento foi deixado em um apartamento de aluguel e que um homem, que estava no local, o encontrou entre livros em uma estante.

O passaporte foi entregue ao Consulado-Geral do Brasil na sexta-feira, 2, e aguarda um retorno oficial do Itamaraty, em Brasília, sobre a destinação do documento e as orientações para os procedimentos cabíveis. O irmão de Samudio, Arlie Moura, de 27 anos, comentou o achado em entrevista à CNN Brasil.

O que diz o irmão

De acordo com a CNN Brasil, Arlie Moura afirmou acreditar na autenticidade do documento. Segundo ele, os dados pessoais que constam no passaporte, como filiação, data de nascimento e nome completo, são compatíveis com os de Eliza Samudio.

Ainda assim, Arlie pede cautela, já que o documento não teve confirmação oficial por parte das autoridades. Ele afirmou que não pode “bater o martelo”, mas acrescentou que, com as informações disponíveis até o momento, acredita que o passaporte seja, de fato, da irmã.

Em continuidade à reportagem, Arlie afirmou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que segue aguardando novas informações, acompanhando os desdobramentos. Em relato enviado à CNN Brasil, ele declarou que não mantém contato com a mãe e que, como de costume, fica sabendo dos fatos apenas pela mídia.

Relembre o caso

Eliza Samudio desapareceu em 4 de junho de 2010, aos 25 anos, após informar a amigos que faria uma viagem. Posteriormente, a jovem passou a ser considerada morta após suspeitos assumirem participação no crime.

Entre 2008 e 2009, Eliza manteve um relacionamento com o então goleiro Bruno Fernandes, com quem teve um filho. Após tornar pública a gravidez, ela registrou ocorrências policiais e, meses depois do nascimento da criança, desapareceu.

Investigações apontaram para um sítio ligado ao ex-jogador, onde foram encontrados pertences pessoais. O menino foi localizado em Belo Horizonte. Apesar de os restos mortais nunca terem sido encontrados, Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pelo caso.