Autores de boatos sobre Brigitte Macron são condenados pela Justiça francesa
Dez indivíduos envolvidos nos boatos sobre a identidade de gênero de Brigitte Macron foram condenados; ataques foram considerados “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos”

A Justiça francesa proferiu sentença contra dez indivíduos envolvidos em um caso de cyberbullying, referente à propagação de boatos falsos sobre a primeira-dama Brigitte Macron, que foram classificados como “particularmente degradantes, insultuosos e maliciosos” por um tribunal de Paris.
Conforme informações veiculadas pelo jornal britânico Daily Mail, as penas variam desde a obrigação de participar de cursos de conscientização sobre assédio virtual até penas de até oito meses de prisão com pena suspensa. Os magistrados destacaram que os réus publicaram uma série de comentários maliciosos, insinuando falsamente que Brigitte Macron teria uma identidade transgênero e, em algumas circunstâncias, a associaram a crimes de pedofilia.
De acordo com o portal O Globo, o grupo condenado é composto por oito homens e duas mulheres, cujas idades variam entre 41 e 65 anos. Algumas das publicações atingiram um público considerável nas redes sociais, acumulando dezenas de milhares de visualizações. Durante o processo, alguns réus alegaram que suas postagens possuíam um caráter humorístico ou satírico e manifestaram surpresa com a ação judicial.
Brigitte Macron não esteve presente durante o julgamento, realizado em outubro ao longo de dois dias. Em entrevista à emissora TF1, a primeira-dama declarou que decidiu acionar a Justiça para “dar o exemplo” no combate ao assédio online.
Efeitos devastadores
No decorrer do processo, Tiphaine Auzière, filha de Brigitte Macron, relatou ao tribunal os efeitos devastadores do caso na dinâmica familiar. Segundo ela, o assédio causou uma “deterioração” profunda na vida cotidiana da mãe, impactando também filhos e netos. “Ela não consegue ignorar as coisas horríveis que dizem a seu respeito”, afirmou Tiphaine.
Entre os condenados destaca-se Delphine Jegousse, uma mulher de 51 anos conhecida nas redes sociais como Amandine Roy. Ela foi identificada como uma das principais responsáveis pela disseminação do rumor após publicar um vídeo extenso no YouTube em 2021, pelo qual recebeu uma pena de seis meses de prisão. Outro réu notável é Aurélien Poirson-Atlan, de 41 anos e conhecido como Zoé Sagan, cuja conta no Facebook foi suspensa em 2024; ele foi sentenciado a oito meses de prisão com pena suspensa. Entre os demais réus figuram um funcionário eleito, um professor e um cientista da computação.
Este caso insere-se em um contexto mais amplo de teorias conspiratórias que circulam na internet há anos, afirmando que Brigitte Macron nasceu com o nome de Jean-Michel Trogneux — nome que na verdade pertence ao seu irmão. Além disso, o casal presidencial moveu uma ação por difamação nos Estados Unidos contra a influenciadora conservadora Candace Owens.