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Professor multado na Inglaterra por jogar cigarro pela janela prova que estava a 708 km de distância

Professor que recebeu multa por supostamente jogar uma bituca de cigarro pela janela do carro provou que se encontrava na França no momento em que a infração teria ocorrido

O professor Ray Weatherburn - Crédito: Divulgação

Um professor aposentado de 76 anos, identificado como Ray Weatherburn, recebeu uma multa da Câmara Municipal de Nottingham, no Reino Unido, por supostamente jogar uma bituca de cigarro pela janela do carro. O detalhe que intrigou a todos é que Weatherburn estava a aproximadamente 708 quilômetros de Nottingham, especificamente na Normandia, França, no momento em que a infração teria ocorrido.

Conforme relatado pelo ex-professor, seu veículo estava estacionado em sua segunda residência em Berwick-upon-Tweed, no norte da Inglaterra, durante o período em questão. Apesar disso, em 9 de setembro, ele foi surpreendido com uma multa fixa de 100 libras esterlinas — cerca de 750 reais — e a ameaça de ações legais caso não efetuasse o pagamento.

Decidido a contestar a acusação infundada, Weatherburn apresentou à câmara municipal diversos documentos que comprovavam sua ausência do país. De acordo com o portal O Globo, entre os comprovantes estavam carimbos de passaporte e recibos de combustível, os quais demonstravam que ele não se encontrava no Reino Unido na data da suposta infração. Diante das provas apresentadas, a autoridade local decidiu arquivar o caso e posteriormente enviou um pedido formal de desculpas ao aposentado pelo transtorno causado.

Possível fraude

Em entrevista ao jornal Telegraph, Weatherburn enfatizou que nunca fumou e se disse preocupado com a situação. Ele notou que, embora a matrícula do veículo estivesse correta, seu carro não se encontrava em Nottingham. Além disso, destacou que as notificações continham o nome de um homem que ele não reconhecia, levantando suspeitas sobre uma possível fraude.

Após sucessivas comunicações com a prefeitura, Weatherburn recebeu uma terceira carta propondo sua adesão ao programa Justiça Imediata, uma iniciativa voltada para trabalho comunitário visando evitar processos judiciais. No entanto, a câmara reconheceu posteriormente que tudo não passava de um erro técnico.

A situação gerou ainda preocupações adicionais para Weatherburn, já que a polícia mencionou a possibilidade de clonagem da placa do seu veículo. “Não sei se alguém está dirigindo por aí com a minha placa clonada. É tudo muito confuso e não consigo obter nenhuma explicação clara”, disse ele, revelando que toda essa experiência lhe causou ansiedade e noites mal dormidas.

Giovanna Gomes é jornalista e estudante de História pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito à cultura e à história do ser humano.