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Elizabeth II desaprovava plano de Harry e Meghan de lucrar com títulos reais

Em novas declarações, o biógrafo Robert Jobson diz que Elizabeth II se decepcionou com Harry e rejeitou planos do casal de lucrar com títulos após deixar a Família Real

A Rainha Elizabeth II, Meghan, Duquesa de Sussex, e o Príncipe Harry, Duque de Sussex durante evento em 2018 / Crédito: Getty Images

Em novas revelações, o biógrafo e jornalista Robert Jobson afirma que a Rainha Elizabeth II enfrentou um desafio nos anos finais de seu reinado: a decisão do príncipe Harry e de Meghan Markle de deixar a Família Real. Diante da situação, segundo o autor, a monarca precisou traçar limites entre o papel institucional e a relação com o neto.

Para Elizabeth, como avó, havia afeto pelo neto e por seu “lado divertido”. Porém, como rainha, ela não via com bons olhos a decisão do príncipe Harry de deixar a Inglaterra para morar nos Estados Unidos. Segundo Jobson, autor de diversos livros sobre a Família Real, a monarca via o neto como um “dissidente que a decepcionou”.

Sem meio-termo

Embora Elizabeth não tenha se oposto publicamente à decisão de Harry e Meghan de deixarem suas funções na monarquia, ela defendia que o casal perdesse o direito de utilizar seus títulos reais de forma comercial, além de decretar o fim das mordomias oferecidas pela coroa.

De acordo com informações repercutidas pela revista Monet, Jobson afirma no livro “Catherine: The Biography” que a visão da rainha era a de que “Ou você trabalha para a monarquia por inteiro, ou você não trabalha. Não tem meio-termo”.

Ainda segundo Jobson, Elizabeth acreditava que a decisão tomada por Harry representava uma oportunidade desperdiçada, especialmente porque teve uma primeira impressão positiva de Meghan Markle e considerava que o casal tinha muito a oferecer. Apesar disso, a monarca teria ficado profundamente aborrecida com a estratégia inicial adotada pelos dois, que buscava gerar renda longe da realeza, mas ainda apoiada na pompa e nos títulos associados ao passado na monarquia.

A ideia de o casal ganhar milhões explorando os títulos e o status real era desprezível para ela”, afirmou o escritor Robert Jobson, conforme relatado pelo jornal Daily Mail.

Linha dura com os títulos

No mês seguinte ao anúncio da saída de Harry e Meghan, o casal foi informado de que precisaria abandonar o uso do termo “Sussex Royal”, que vinha sendo utilizado como marca. A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na Sandringham House, em janeiro de 2020.

Embora poucos detalhes sobre o encontro, que teria durado cerca de 90 minutos, tenham sido divulgados, coube a Elizabeth a decisão final, com o objetivo de impedir que o neto e sua esposa se beneficiassem da instituição sem exercer funções oficiais.

Na época, a rainha chegou a emitir uma nota na qual destacou que preferia que Harry e Meghan permanecessem como integrantes ativos da Família Real, mas afirmou respeitar o desejo do casal de seguir uma vida mais independente.