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Gato-de-cabeça-achatada é redescoberto na Tailândia após quase 30 anos

Espécie ameaçada de extinção foi registrada por armadilhas fotográficas no sul da Tailândia pela primeira vez desde 1995, após anos sem registros oficiais

Gato-de-cabeça-achatada é registrado por armadilhas fotográficas no sul da Tailândia após quase 30 anos sem registros da espécie no país / Créditos: Reprodução / Facebook / DNP Tailândia

Após quase 30 anos, pesquisadores conseguiram finalmente registrar a fotografia de um gato raro na Tailândia. Vale destacar que a espécie, conhecida como gato-de-cabeça-achatada (Prionailurus planiceps), não era vista no país desde 1995.

As câmeras foram instaladas no Santuário de Vida Selvagem Princesa Sirindhorn, no sul da Tailândia, e registraram a espécie entre 2024 e 2025 por meio de um sistema de monitoramento remoto. A organização de conservação de felinos Panthera anunciou a redescoberta nesta sexta-feira, 26, data que coincide com o Dia Nacional de Proteção da Vida Selvagem na Tailândia.

Conservação e risco de extinção

O gato-de-cabeça-achatada esteve classificado por décadas como “provavelmente extinto”. No entanto, após anos de proteção contínua, parcerias científicas e gestão comunitária, a Tailândia pode finalmente celebrar o retorno da espécie, justamente no Dia Nacional da Vida Selvagem, afirmou Suchart Chomklin, ministro de Recursos Naturais e Meio Ambiente do país, em comunicado.

Essa espécie de gato possui patas palmadas, que a ajudam a atravessar ambientes úmidos, como florestas de turfeiras alagadas, onde acreditam que o animal se alimenta principalmente de peixes. De acordo com informações repercutidas pela revista Live Science, os pesquisadores ainda sabem pouco sobre os hábitos desses felinos. Além disso, trata-se do menor felino do Sudeste Asiático, pesando cerca de 2 quilos, menos que um gato doméstico, e raramente é visto por humanos.

A última avaliação da espécie feita pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em 2014, classificou o gato-de-cabeça-achatada como ameaçado de extinção. A principal ameaça à sobrevivência do felino é a perda e a degradação de habitats naturais, como pântanos e florestas de planície, além de pressões humanas, como a pesca excessiva e a caça.

Nesse contexto, pesquisadores realizaram buscas em áreas remotas do sul da Tailândia, no que a Panthera descreve como o maior levantamento já feito sobre a espécie. As câmeras de monitoramento registraram diversos indivíduos, incluindo uma fêmea com filhote, indicando não apenas a presença do felino na região, mas também sua reprodução em ambiente natural.