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Trump e Epstein compartilhavam ‘amor por garotas jovens’, revela carta

Carta revelada pelo New York Times mostra Epstein dizendo que Trump “compartilhava o amor por garotas jovens”, em mensagem enviada a outro abusador condenado

Jeffrey Epstein (à esquerda) e Donald Trump posam juntos em Mar-a-Lago, na Flórida, em 1997 / Créditos: Getty Images

Segundo informações divulgadas na terça-feira, 23, pelo jornal The New York Times, uma carta escrita por Jeffrey Epstein e endereçada a outro agressor sexual preso cita o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No texto, Epstein afirma que ambos compartilhavam o “amor por garotas jovens”.

A carta foi enviada a Larry Nassar, ex-médico da equipe americana de ginástica, condenado à prisão perpétua por centenas de agressões sexuais. De acordo com o jornal, o conteúdo foi escrito por Epstein durante o primeiro mandato de Trump.

Conteúdo da carta

No conteúdo, Epstein afirma que tanto ele quanto Nassar estavam presos, enquanto o “presidente compartilha nosso amor por garotas jovens e núbeis”. O termo, usado na carta, refere-se a jovens que já atingiram a puberdade e aparece no texto com conotação sexualizada.

Segundo informações repercutidas pelo UOL, em outro trecho da carta, Epstein escreve que, sempre que uma jovem considerada atraente passava por perto, Trump “gostava de passar a mão”.

Divulgação dos documentos

O conteúdo do documento foi divulgado nesta terça-feira pelo The New York Times. Segundo a publicação, uma cópia da carta já havia integrado um conjunto de arquivos ligados a Jeffrey Epstein tornados públicos anteriormente, mas acabou sendo retirada do ar poucas horas depois, sem explicação oficial.

Além da carta, o dossiê menciona que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria viajado diversas vezes no jato particular de Epstein. As informações, no entanto, foram contestadas pelo Departamento de Justiça dos EUA, que classificou as alegações como “falsas e sensacionalistas”.

Em publicação na rede social X, o órgão afirmou que, caso houvesse qualquer grau de credibilidade nas acusações, elas já teriam sido utilizadas politicamente contra Trump. Segundo o Departamento de Justiça, não há provas que sustentem as afirmações divulgadas.

Na última sexta-feira, o Departamento de Justiça tornou públicos cerca de 4.000 arquivos relacionados ao caso Epstein. Apesar disso, a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, aprovada por unanimidade pelo Congresso americano, determina que todos os documentos vinculados às investigações sejam divulgados integralmente, o que ainda não ocorreu.

Trump se posicionou contra a liberação total do material. Em declarações a jornalistas feitas na véspera, o presidente afirmou que os documentos poderiam causar danos a pessoas inocentes. “Todo mundo era amigo desse cara”, disse, ao comentar a extensão das relações sociais de Epstein.